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Os 7 maiores faraós do Egito

Muitos deles são lembrados até hoje pelos feitos que realizaram. Conheça alguns dos mais importantes faraós

Bruna Cardoso Publicado em 16/05/2019, às 15h06

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1. Narmer

Crédito: Wikimedia Commons

 

Entre 3.200 a.C. e 3.000 a.C., um fato marcou a História mundial: a união de dois reinos — um ao norte, conhecido como Baixo Egito, e outro ao sul, chamado de Alto Egito. Esse feito foi realizado por Narmer (alguns registros dizem que o nome dele era Menés), considerado o fundador da Primeira Dinastia dos faraós e o primeiro faraó do Egito unificado. Depois dele, cerca de outros 300 faraós reinaram.


2. Quéops

Crédito: Wikimedia Commons

 

O poder esteve nas mãos de Quéops por volta de 2.638 a.C. e 2613 a.C. — ele foi o responsável pela construção da maior das três Pirâmides de Gizé, no Cairo. Com 137 metros de altura, ela contou com o trabalho de 100 mil homens ao longo de 20 anos. O propósito da construção era ser o túmulo do próprio faraó. Mas a múmia dele nunca foi encontrada, pois, naquela época, o processo de mumificação ainda não era de boa qualidade.


3. Amenófis III

Crédito: Museu Britânico

 

O reinado de Amenófis III, entre 1.390 a.C. e 1353 a.C., foi de paz e muita prosperidade, principalmente nas artes. Ele foi responsável por construções importantes para a época, como o Collosso de Memnon — templo funerário localizado em Tebas, com duas estátuas representando o próprio faraó. Ainda começou a erguer o Templo de Luxor, na margem leste do Rio Nilo, dedicado às divindades egípcias Amon, Mut e Konsu. O local foi coberto pelas areias do deserto e redescoberto apenas em 1881.


4. Akhenaton

Crédito: Reprodução

 

Conhecido como Príncipe da Paz, Akhenaton foi o faraó entre 1.353 a.C. e 1.336 a.C.. Realizou muitas mudanças: alterou a capital do Egito — na época, Tebas —, para uma nova ccidade, que mandou erguer e chamou de Akthet-Aton (ou Horizonte de Aton, o deus que o faraó escolheu para ser a divindade de sua dinastia — hoje, o local se chama Amarna); abandonou o politeísmo e trouxe o monoteísmo, como culto ao deus Aton; estabeleceu a arte amarniana, caracterizada pelo naturalismo, a convivência familiar e a representação mais realista dos faraós.


5. Tutancâmon

Crédito: Reprodução

 

Filho de Akhenaton, ele reinou por poucos anos, entre 1.333 a.C. e 1.323 a.C.. Durante esse período, retomou o politeísmo esquecido pelo pai. A tumba dele, na pirâmide Vale dos Reis, foi encontrada intacta, em 1922, pelo arqueólogo Howard Carter, que descobriu um tesouro composto por cinco mil peças, entre joias, objetos pessoais, ornamentos, esculturas e armas, além do caixão de ouro com a múmia. Exames constataram que Tutancâmon morreu por causa de complicações decorrentes de uma fratura na perna direita.


6. Seti I

Crédito: Wikimedia Commons

 

Ele reinou de 1.290 a.C. e 1.279 a.C. e realizou feitos importantes nos últimos anos de poder: conquistou a Palestina, lutou contra os hititas — povo que se estabeleceu na região da Turquia — e combateu os líbios na fronteira ocidental do Egito. Em 2010, um grupo de arqueólogos descobriu, no Vale dos Reis, o trecho de um corredor subterrâneo que levou à tumba de Seti I. O achado aconteceu após uma busca que durou cerca de 200 anos.


7. Ramsés II

Crédito: Wikimedia Commons

 

Conhecido como O Grande, pois o governo e a vida dele foram marcados por grandes feitos, Ramsés II ficou no poder entre 1.279 a.C. e 1.213 a.C.. Já no começo, dizem que ele enfrentou, sozinho, 1.500 bigas inimigas na cidade antiga de Qadesh, na atual região da Síria — hoje, acredita-se que não tenha sido bem assim. Mas está comprovado que o faraó fundou uma nova capital, Pi-Ramsés, e estabeleceu paz por muito tempo. Ele teve oito rainhas e mais de 200 filhos!