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Terror e caos: 9 grandes vilões da história mundial

A narrativa humana é marcada por inúmeros conflitos. Os responsáveis (ou envolvidos) por eles geralmente ocupam um lugar infame nos livros e museus

Vinícius Buono Publicado em 10/01/2020, às 09h00

Adolf Hitler, Stalin e Leopoldo II em fotos conhecidas
Adolf Hitler, Stalin e Leopoldo II em fotos conhecidas - Wikimedia Commons

1. Adolf Hitler

Adolf Hitler / Crédito: Wikimedia Commons

 

E dava pra esperar alguém diferente? Hitler foi o líder do Partido Nazista alemão na década de 1930 e suas ações culminaram na Segunda Guerra Mundial, o conflito mais sangrento da história. Foi responsável pelo genocídio de oito milhões de pessoas, em sua maioria judeus.

2. Napoleão Bonaparte

Napoleão Bonaparte / Crédito: Wikimedia Commons

 

Talvez o mais famoso general da história, o comandante francês deixou a Europa de joelhos no início do século 18, antes de ser derrotado pelo Império Russo e seu mítico e imbatível General Inverno. Foi responsável pela morte de 6 milhões de pessoas durante suas conquistas.

3. Átila, o Huno

Átila, o huno / Crédito: Getty Images

 

A horda dos hunos, o povo comandado por Átila, era implacável. A crueldade e a força bruta com que atacavam inspirava tanto medo que ele entrou para a história sob a simpática alcunha de Flagelo de Deus. De acordo com a historiografia tradicional, foi um dos responsáveis diretos pela queda do Império Romano.

4. Josef Stalin

Josef Stalin / Crédito: Domínio Público/Klimblim

 

O maior ditador da antiga União Soviética transformou o país de economia agrária em uma superpotência em tempo recorde, além de ter vencido a guerra contra Hitler e os nazistas.

Porém, o preço pago por isso foi a vida dos cidadãos do país com o chamado Grande Expurgo, quando Stalin executava ou enviava aqueles que ele considerava como seus opositores (ou traidores da revolução) a campos de trabalho forçado, os gulags. Milhões de pessoas foram mortas dessa forma pelo ditador, com as estimativas mais aceitas ficando entre a casa de 7 e 15 milhões, mas com autores falando até em 60.

5. Ivan, o Terrível

Ivan, czar russo / Crédito: Wikimedia Commons

 

O epíteto não lhe foi dado à toa. O primeiro czar do Império Russo, apesar de ter sido um patrono das artes, tinha episódios de fúria e instabilidade mental e foi num desses que ele matou o próprio filho. Criou, também, uma guarda real cuja função primária era a repressão daqueles que ele julgava como seus inimigos. Foram eles os responsáveis pelo Massacre de Novgorod em 1570.

6. Leopoldo II

Leopoldo II / Crédito: Wikimedia Commons

 

O rei belga ficou famoso por transformar um imenso território no centro da África — chamado de Estado Livre do Congo, hoje República Democrática do Congo — em sua propriedade pessoal. Fez fortuna explorando riquezas como marfim e borracha, submetendo os moradores do local a trabalhos forçados. Caso não atingissem as cotas necessárias, muitos dos trabalhadores eram mortos pelos belgas. As estimativas chegam em 10 milhões de mortos durante o domínio de Leopoldo.

7. Gêngis Khan

Gêngis Khan / Crédito: Wikimedia Commons

 

O maior de todos os imperadores mongóis (também chamados de Cãs ou Khans) foi o grande responsável pelas conquistas que tornaram esse império o maior em terra contígua da história humana. Para tanto, estima-se que ele tenha assassinado cerca de 60 milhões de pessoas. Nem sempre ele é visto como vilão, porém. Na Mongólia, ainda é venerado como um herói.

8. Slobodan Milosevic

Slobodan Milosevic / Crédito: Getty Images

 

O carniceiro dos Balcãs, como ficou conhecido, foi líder da Iugoslávia na década de 1990, mas seus ideais de superioridade sérvia levaram a uma prática de limpeza étnica genocida que culminou com um dos conflitos mais sangrentos da história, a Guerra da Iugoslávia. Foi julgado e condenado pelo Tribunal de Haia por crimes contra a humanidade.

9. Hernán Cortés

Hernán Cortés / Crédito: Wikimedia Commons

 

O conquistador espanhol foi responsável pela queda do Império Asteca usando de táticas e subterfúgios como a doação de roupas infectadas com varíola. Por muito tempo, homens como ele, Pizarro e até Colombo foram vistos como heróis mesmo com o amplo genocídio indígena cometido na colonização.


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