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Os crimes de Long Island: a história real por trás de um dos filmes mais populares na Netflix

A obra reproduz uma série de assassinatos intrigantes ocorridos perto de Nova York, que ainda estão longe de serem solucionados

Caio Tortamano Publicado em 14/06/2020, às 19h22

Pôster do filme Lost Girls: Os Crimes de Long Island
Pôster do filme Lost Girls: Os Crimes de Long Island - Divulgação Netflix

Em maio de 2010, o desaparecimento de uma garota de programa chamada Shannan Glibert, de 24 anos, despertou o interesse da polícia do condado de Suffolk, em Nova Jersey. A última vez que a moça foi vista ocorreu quando saiu correndo da casa de um cliente, enquanto um motorista, Michael Pak, a esperava do lado de fora.

Em dezembro do mesmo ano, depois que a poeira baixou, um policial e seu cachorro estavam de patrulha, quando o animal sentiu um cheiro inusitado e levou o oficial até o encontro de um corpo decomposto em um saco. A horrível descoberta levou a polícia a uma varredura no local, que revelou outros três corpos.

Os restos eram de mulheres que foram identificadas como prostitutas que atuavam como acompanhantes de luxo no site de anúncios Craigslist, extremamente popular nos Estados Unidos. Todas foram vítimas de estrangulamento e tiveram seus corpos depositados em um saco de aniagem — os mesmos usados para transporte de café. Nenhuma delas, entretanto, se tratava de Shannan.

A mãe da desaparecida, Mari Gilbert, se tornou uma das maiores ativistas do caso em busca de justiça e respostas para quem teria assassinado a sua filha — os restos mortais de Shannan teriam sido encontrados em um pântano da região, levando os policiais a acreditarem que a filha de Mari teria morrido por afogamento.

Mari Gilbert em entrevista coletiva para encontrar o assassino de Long Island / Crédito: Divulgação

 

Gilbert não desistiu e lutou até os últimos dias de sua vida em função de trazer à tona a identidade do Serial Killer de Long Island. Seu objetivo, entretanto, não pôde ser cumprido em vida, uma vez que foi esfaqueada pela outra filha num ataque psicótico da garota, que é esquizofrênica.

Novos corpos

Em 2011, o então apelidado Serial Killer de Long Island (região onde o possível maníaco atuava) teria feito mais quatro vítimas, que foram encontradas nas mesmas condições que as outras, só que agora na região de Gilgo Beach.

Essa diferença nos locais de desova ampliou a área de buscas por um culpado por parte da polícia, expandindo as investigações para todo o condado de Nassau. No dia seguinte, já com essa nova área, outros restos humanos foram encontrados, aumentando o número de vítimas do potencial serial killer para dez.

Agora, a busca pelo assassino de Long Island envolvia um prêmio de 25 mil dólares por informações que pudessem levar a condenação do psicopata, levando o número de dicas para mais de 1.200. Assim, em novembro de 2011,  a polícia reconheceu, pela primeira vez, que os 10 assassinatos foram realizados por um mesmo autor.

Identidade do assassino

A mídia tentou especular qual seria o perfil mais apropriado para encaixar o assassino de Long Island, sendo mais provável se tratar de um homem branco, que tinha entre 20 e 40 anos e familiarizado com a costa sul de Long Island. Além disso, ele deveria ter acesso aos sacos de aniagem.

Outras características revelantes, apontadas pelos especialistas, é que o serial killer deveria ter um conhecimento amplo e avançado sobre técnicas de aplicação da lei e talvez até algum tipo de contato com membros da polícia e da lei, sabendo como desviar a atenção das investigações.

O caso movimentou os tabloides policiais da época, e até hoje não se tem um consenso acerca do responsável pelos crimes. Um dos principais suspeitos, porém, diz respeito a James Burke, o chefe de polícia do condado de Suffolk. Em 2016, o ex-policial foi sentenciado a 3 anos e 10 meses de prisão depois de ter espancado um homem por ter pego uma mochila cheia de brinquedos eróticos e pornografia de dentro de seu carro.

O homem apresentou atitudes extremamente violentas para com outras acompanhantes de luxo ao longo dos anos, muitas vezes envolvendo sexo brutal. Apesar dos indícios e de outros nomes serem apontados como os responsáveis, os investigadores estão longe de encontrar um culpado pelas mortes.


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