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Os detalhes da vida íntima de Margaret, a princesa politicamente incorreta

A irmã mais nova da Rainha Elizabeth II se envolveu em polêmicas do começo ao fim de sua vida

Penélope Coelho Publicado em 02/04/2020, às 16h00

Princesa Margaret, av
Princesa Margaret, av - Getty Images

Mesmo 18 anos após sua morte, a princesa Margaret ainda é uma das figuras mais interessantes e comentadas da monarquia britânica. Sempre muito autêntica ela deixou sua marca no mundo com um jeito que era só dela, jeito esse que muitas vezes incomodou sua irmã, a Rainha Elizabeth II.

Margaret era tudo o que as princesas da Inglaterra não queriam ser. Considerada a primeira celebridade da realeza, a dama estava sempre no centro das atenções e era frequentemente comentada por pessoas comuns e nobres. Fato é que ela gostava mesmo era de se divertir, sem pensar muito nas consequências.

Segunda filha de George VI e da rainha Elizabeth, a princesa foi o primeiro membro real a nascer na Escócia em muitos anos. Sua infância foi em Windsor, ao lado de sua irmã mais velha. Sua mãe não se preocupava em ir muito além na educação das filhas, apenas instruía para que elas fossem comportadas. Marion Crawford, sua governanta escocesa, foi quem cuidou da educação de Margaret.

Sua vida mudou quando seu tio Rei Edward VIII, abdicou da coroa para se casar com uma persona non grata na monarquia, Wallis Simpson. Quando seu pai, George VI, assumiu o trono, ela sabia que sua irmã seria a próxima na linha de sucessão, trazendo para Margaret uma responsabilidade que ela não tinha até então.

Imagem em preto e branco da princesa Margaret / Crédito: Wikimedia Commons

 

A vida íntima da princesa

Quando Elizabeth II subiu ao trono, aos 25 anos — depois da morte do pai —, Margaret teve uma exposição maior de sua imagem, já que na época ela tinha se tornado a segunda opção para assumir a monarquia.

Ela era uma notável defensora das artes, presidente do Royal Ballet, se cercou dos principais artistas da época. A princesa refletiu e inspirou mudanças vitais nas atitudes britânicas em relação à coroa, casamento, celebridades e sexo.

Seu casamento com Antony Armstrong-Jones, em 6 de maio de 1960, foi o primeiro na história da família real a ser televisionado e assistido por mais de 300 milhões de pessoas em todo o mundo. Famosa por seu estilo próprio, ela inspirou muito a moda da época. 

Sua união com o fotógrafo Antony Armstrong-Jones, expandiu seu ciclo social para além da monarquia, ela ficou amiga de celebridades e boêmios, socializando com todos os tipos de pessoa.

Seu casamento não ia bem, após muitos casos de traição e abuso psicológico, ela tomou a polêmica decisão de se separar, em julho de 1978. Tornando-se uma das primeiras mulheres divorciadas da realeza. Apesar da união não ter dado certo, o casamento gerou os dois filhos da princesa, Visconde Linley e Lady Sarah.

Princesa Margaret e Antony Armstrong-Jones no anúncio de seu noivado / Crédito : Getty Images

 

Fumante compulsiva

O maior vício de Margaret foi o cigarro, no livro Noventa e Nove Vislumbres da Princesa Margaret, o autor Craig Brown, relatou que a Condessa de Snowdon fumava desde os 15 anos, e essa dependência rendeu problemas para a jovem.

Ela passou por cirurgias no pulmão em 1985, e os seus últimos dez anos de vida foram bem difíceis no quesito saúde. A princesa teve uma pneumonia severa em 1993 e um ano depois sofreu um derrame. A última vez que a princesa Margaret foi vista publicamente foi no aniversário de 101 anos da rainha mãe.

Em 9 de fevereiro de 2002, ela sofreu mais um ataque do coração e dessa vez foi fatal, ela faleceu aos 71 anos, no Hospital King Edward VII, em Londres. E o mais curioso de tudo foi que sua mãe faleceu apenas sete semanas depois.

O funeral de Margaret aconteceu no mesmo dia em que a morte de seu pai completava 50 anos. O evento foi particular somente para a família, também foi a última vez em que a Rainha mãe foi vista. Diferente dos outros membros da família real, o corpo de Margaret foi cremado. Ela continuou única e especial até o seu último momento.


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