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Os envenenamentos fatais de Graham Young, o jovem assassino

O psicopata, que começou envenenando gatos de rua, era obcecado por substâncias letais; seu passatempo era aplicá-las em pessoas, até mesmo familiares

Paola Churchill Publicado em 14/06/2020, às 09h00

O assassino Grahan Norton
O assassino Grahan Norton - Wikimedia Commons

Graham Young nasceu em Londres, em 1947. Ele era um garoto um tanto quanto sombrio. Gostava muito de ler, mas, diferente dos outros jovens ele dispensava suspenses e se agarrava em livros sobre Hitler e venenos. A fascinação do garoto por envenenamentos começou cedo.

Para aplicar seus conhecimentos, aos 13 anos, começou a dar substâncias letais aos gatos da rua, só para ver a reação que eles teriam ao morrer em agonia. Desde cedo, sabia tudo sobre venenos e, ao notar o óbito de gatos, passou a cogitar outras vítimas: humanos.

Desde os 15 anos, começou a envenenar sua própria família. Começou com o pai, a madrasta e até mesmo sua irmã, que passaram a ter sintomas como dores fortes no estômago, vômito e diarreia. O pai só começou a suspeitar do próprio filho quando a irmã foi parar no hospital tendo grandes alucinações.

Graham Young quando criança /Crédito: Wikimedia Commons

 

Os exames comprovaram que ela tinha no organismo uma espécie rara de veneno. Sem pensar duas vezes, confrontou o jovem. Tinha certeza que o filho estava por trás de uma maldade tão grande. De imediato, o psicopata mirim negou e disse não saber do que se tratava criando um tom triste. O pai acreditou. No entanto, outras desgraças aconteceriam.

Em 1962, a madrasta do garoto morreu. Na autopsia, foi constatado que ela havia sido envenenada. Diferente do episódio anterior, o pequeno psicopata não tinha como fugir. Sem acreditar nas mentiras, o pai enviou o garoto para um hospital psiquiátrico, que o diagnosticou com transtorno de personalidade e esquizofrenia.

Mesmo dentro do hospital, o criminoso seguiu com seus experimentos e se aprofundava cada vez mais nos livros sobre medicina. O que o inspirou a encontrar novas vítimas: os pacientes ou funcionários do local.

Todos sabiam o que ele fazia, no entanto, ninguém dedurava por medo de se tornar a próxima vítima do envenenador. Anos depois de sua internação, Young matou um dos internados, John Berridge.

Por incrível que pareça, ele teve alta no mesmo ano. Os médicos que cuidavam do caso revelaram a justiça que o menino era uma nova pessoa. Um ser humano totalmente capaz de andar livre nas ruas.

Graham Young durante julgamento /Crédito: Wikimedia Commons

 

 

Livre, Graham arrumou um emprego em uma fábrica de lentes. Na época, todos realmente acreditavam que ele era um novo homem. Foi o cenário perfeito para continuar com os crimes. No próprio local de trabalho ele teria envenenado mais de 70 funcionários com chás batizados com substâncias letais.

Como eram muitas pessoas doentes ao mesmo tempo, os supervisores acreditavam que existia um vírus no ar, o que explicava tantas pessoas com os mesmos sintomas. Só quando dos colegas de trabalho morreram que as autopsias revelaram a presença do veneno letal. Diante de investigações, o assassino foi preso. 

Young dizia-se inocente de todas as acusações, contudo, não contava que um colega de trabalho daria um depoimento à polícia afirmando que ele havia confessado o grande interesse por venenos. 

Sem encontrar uma saída, o envenenador londrino foi considerado culpado pelas mortes dos funcionários e pela tentativa de homicídio dos outros 70. Ele foi condenado a prisão perpétua e morreu em sua cela, no ano de 1990.


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