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Os 10 maiores piratas da História

Um rei, um ninja, um monge católico e um almirante da Primeira Guerra: os piratas estiveram em toda parte

Fábio Marton Publicado em 05/10/2019, às 11h00

Bandeira pirata
Bandeira pirata - iStock

10. Mohamed Abdi Hassan, Somália (1960- )

Crédito: Reprodução

Cérebro por trás dos piratas somalis, Hassan bancou e planejou o sequestro de dezenas de navios nos anos 2000, inclusive um cargueiro com tanques de guerra. Jurava ter se regenerado e abandonado a carreira. Foi preso em 2013 na Bélgica, após ser atraído por agentes para colaborar em um documentário sobre pirataria.

9. Eustácio, o Monge, Canal da Mancha (1170-1217)

Representação da morte de Eustácio / Crédito: Wikimedia Commons

Algumas pessoas demoram para achar sua vocação. Antes de 1204, Eustácio havia sido burocrata e monge. Então se desentendeu com o Conde de Bolonha, que pediu sua cabeça. Tomou um navio e passou a atacar a França natal a pedido do rei da Inglaterra e, mais tarde, a Inglaterra, a pedido da França. Coerência não era seu forte.

8. Felix von Luckner, Atlântico e Pacífico (1881-1966)

Crédito: Wikimedia Commons

Durante a Primeira Guerra, a Marinha alemã equipou um enorme veleiro comercial com metralhadoras e canhões escondidos. Sob o comando do almirante von Luckner, o Pirata do Kaiser, o SMS Seeadler capturou e afundou 15 navios da França, Reino Unido e EUA. Luckner era um pirata do bem: nunca matou nenhum marinheiro adversário.

7. Fuma Kotaro, Mar de Seto, Japão (?-1603)

Representação moderna de Fuma Kotaro / Crédito: Reprodução

Sua trupe de ninjas servia ao clã Hojo, senhores feudais derrotados em 1590. Desempregado, tornou-se um wako, pirata japonês. Em 1593, o futuro xogum Tokugawa Ieyasu enviou o ninja Hanzo Hattori para matá-lo. Kotaro atraiu o rival para um estreito, jogou óleo na água e ateou fogo. O pirata continuou no crime.

6. François L'Olonnais, Caribe (1635-1668)

Crédito: Wikimedia Commons

Sua especialidade era atacar cidades, como Gibraltar, na Venezuela, um grande centro comercial que reduziu a cinzas. Certa vez, exigiu de dois soldados que indicassem o caminho de um assentamento espanhol. Sem resposta, abriu um deles com a espada e comeu seu coração. O outro decidiu falar. Ironicamente, morreu comido por canibais.

5. Barba Negra, ou Edward Teach, Caribe e EUA (1680-1718)

Crédito: Wikimedia Commons

A fama precedia o capitão do Queen Anne's Revenge, um especialista em terror psicológico que fazia tranças em sua longa barba e acendia fósforos embaixo de seu chapéu, dando a si mesmo um aspecto de selvagem enlouquecido. Na realidade, era um dos piratas menos violentos: nenhum refém morreu em seu cativeiro.

4. Henry Morgan, Caribe (1635-1688)

Crédito: Wikimedia Commons

Corsário - o pirata autorizado para exercer seus atos -, era tão eficiente em atacar espanhóis, a serviço da Inglaterra, que acabou preso. Em 1671 assaltou a cidade do Panamá, sem saber que o rei havia negociado a paz com a Espanha, o que tornava seu ato ilegal. Quando as relações azedaram novamente, Morgan foi solto e se tornou governador da Jamaica.

3. Henry Avery, Índico e Caribe (1659 - ?)

Crédito: Wikimedia Commons

Sua carreira só durou dois anos, mas nem precisava de mais. Foi autor do maior ato de pirataria da história: em 1695, sua tripulação atacou cargueiros do Império Mughal (Índia) no Mar da Arábia. O resultado foi um butim de 600 mil libras (cerca de 3 bilhões de reais hoje), o que levou a uma caçada internacional pelos oceanos. Avery escapou com a fortuna.

2. Barba Ruiva, ou Khair ed-Din, Mediterrâneo (1478-1546)

Crédito: Wikimedia Commons

Literalmente, o rei dos piratas. Após anos tomando navios cristãos, em 1516, o corsário turco capturou a cidade de Argel (na atual Argélia) dos espanhóis. Pedindo proteção ao sultão otomano, foi reconhecido como paxá (governador) da região, dando início ao reino pirata da Berberia, que aterrorizaria o Mediterrâneo por séculos.

1. Bart Roberts, Atlântico (1682-1722)

Crédito: Wikimedia Commons

Ninguém dava nada para o oficial náutico sequestrado de um navio negreiro em 1719. Em seis semanas, com a morte do capitão dos piratas, ele foi eleito novo líder. Começando com um ataque à costa do Brasil, Roberts se tornaria o bucaneiro mais prolífico da História: em menos de três anos, até ser morto por um canhonaço, capturou 470 navios.