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De possível casamento a real aparência: 4 mistérios sobre a vida de Jesus Cristo

Até hoje, muitas lacunas abertas tomam a jornada de Cristo e ainda dividem opiniões entre fiéis e historiadores

Wallacy Ferrari Publicado em 15/12/2020, às 15h35 - Atualizado em 01/04/2021, às 10h30

Jesus Cristo, líder religioso
Jesus Cristo, líder religioso - Wikimedia Commons

Sendo a obra mais lida de todos os tempos, a Bíblia explicou a trajetória da presença divina na Terra com a representação carnal deJesus Cristo, sendo a base para o cristianismo e suas diversas vertentes.

Algumas lacunas no enredo, entretanto, enchem os leitores de dúvidas pela vasta compreensão e interpretação dos fatos.

Com isso, diversas teorias e pesquisas foram conduzidas para descobrir a origem de algumas polêmicas que não foram esclarecidas com clareza na obra máxima da religião.

Confira 4 mistérios envolvendo a vida de Jesus Cristo.

1. Nova religião?

No início, a ideia de pregar para todos não estava nos planos de Jesus, com a passagem do centurião a partir de Mateus 8:15, e com a ordem de não pregar para estrangeiros, em Mateus 10:5. Quando ressuscitou, no entanto, mudou a postura: "Ide e pregai o evangelho a toda criatura", em Marcos 16:15.

Porém, em vida, não houve registro bíblico do interesse de Cristo em se tornar símbolo de uma religião própria, sendo iniciativa de Paulo de Tarso, - um dos apóstolos - após seu óbito, levantando a questão em uma reunião sobre a circuncisão.

Compreendendo que era uma prática característica do judaísmo, ser cristão indicava que a ligação com Deus sem ser circuncidado era direta com a crença do que viu, abstraindo as doutrinas da religião anterior.


2. Pregos da cruz

Um ossuário datado do século 1 d.C. continha curiosos fragmentos de pregos que, de acordo com análises, teriam sido usados na crucificação de Cristo. Os pregos desapareceram anos depois, mas supostamente, foram localizados em 2011 pelo cineasta Simcha Jacobovici, que documentou a descoberta e a explicação técnica.

De acordo com o Jerusalem Post, o geólogo Aryeh Shimron confirmou que os pregos eram os mesmos encontrados anteriormente e acrescentou que haviam fragmentos de madeira e ossos, indicando uma crucificação.

Contudo, para a comunicade arqueológica, a pesquisa é "altamente especulativa", visto que o encontro de pregos em tumbas é extremamente comum em escavações, além de não ter uma comprovação de que realmente trata-se do corpo de Cristo.


3. Casamento divino?

Em 1972, o jornalista Donovan Joyce apresentou "O Pergaminho de Jesus", um livro relatando o achado de um texto manuscrito pelo próprio filho de Deus, relatando uma trajetória de sobrevivência, casamento com Madalenae até um filho, presenciando anonimamente a Guerra Judaico-Romana.

Aparecimento de Jesus Cristo a Maria Magdalena (1835) por Alexander Andreyevich Ivanov /Crédito - Wikimedia Commons

 

Joyce, no entanto, afirmou que o manuscrito havia sido contrabandeado para a URSS. Contudo, a história simplesmente “não colou” para a classe de historiadores, mas abriu a discussão para James Tabor, da Universidade do Texas, que analisou evangelhos e compreendeu — em Gênesis 1:28 e em Lucas 4:38 — que figuras religiosas também poderiam estar em uma união civil.

No entanto, ele acrescenta que nem mesmo na interpretação oficial há alguma menção ao casamento da figura cristã: "Estou convencido de que, nesse caso, o silêncio não quer dizer que Jesus era solteiro. Os autores dos evangelhos, escritos muitas décadas após a vida dele, ou não sabiam da esposa e filho ou, mais provavelmente, por razões teológicas, decidiram suprimir a informação".


4. Aparência 

As representações artísticas de Jesus Cristo costumam, em esmagadora maioria, mostrar a figura divina como um homem branco, com cabelos lisos e longos, castanhos e olhos claros — também predominantes na Europa.

No entanto, tal representação eurocêntrica nunca foi descrita na Bíblia, sendo a idade sua única característica exaltada. Buscando compreender a imagem do filho de Deus, uma extensa análise sobre sua aparência foi feita por Joan E. Taylor, professora do Departamento de Teologia e Estudos Religiosos do King's College de Londres.

Representação de Cristo /Crédito - Divulgação/Youtube

 

Ela teve como base a firmação do Apóstolo Paulo na Epístola aos Coríntios de que era "uma desonra aos judeus da época usar cabelo comprido".

Com o auxílio da arqueologia, os locais onde Jesus passou mostraram a descoberta de outros esqueletos, todos com altura média de 1,60m. Por fim, a constatação: “Acredito que ele tinha cabelos de castanho-escuros a pretos, olhos castanhos, pele morena. Um homem típico do Oriente Médio”, afirma.


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