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Matérias / Bin Laden

Os momentos finais de Osama bin Laden, segundo uma de suas esposas: 'Eles me querem, não vocês'

O dia em que Osama bin Laden, fundador da Al-Qaeda, morreu já foi narrado por Amal al-Sadah

Redação Publicado em 10/07/2022, às 17h00 - Atualizado em 02/08/2022, às 09h36

Osama bin Laden, fundador da Al-Qaeda - Foto por Hamid Mir pelo Wikimedia Commons
Osama bin Laden, fundador da Al-Qaeda - Foto por Hamid Mir pelo Wikimedia Commons

A noite de 1° de maio de 2011 ficou marcada na história da humanidade como o dia em que Osama bin Laden — fundador da Al-Qaeda e responsável pelo atentado às Torres Gêmeas em 11 de setembro de 2001 — foi cercado e morto.

A história já foi contada a partir de diversos pontos de vista, como do governo dos Estados Unidos, de oficiais da marinha dos EUA e analistas da inteligência, mas dessa vez é retratada a partir do ponto de vista de Amal al-Sadah, a quarta e mais jovem esposa de bin Laden.

Osama bin Laden, líder e fundador da Al-Qaeda
Osama bin Laden, líder e fundador da Al-Qaeda, organização responsável pelo atentado às Torres Gêmeas / foto por Hamid Mir pelo Wikimedia Commons

Em entrevista para a produção do livro 'The Exile: The Stunning Inside Story of Osama Bin Laden and Al Qaeda in Flight' (em tradução livre para o português: 'O Exílio: A Impressionante História Oculta de Osama Bin Laden e da Al Qaeda em Voo'), de Adrian Levy e Catherine Scott-Clark, Amal comentou sobre como foram os últimos minutos de vida do mentor do '11 de Setembro'.

Em um trecho publicado no The Sunday Times UK, e repercutido pelo Hindustan Times em 2017, a esposa de bin Laden relembra o barulho do helicóptero militar dos EUA pousando no complexo em Abbottabad, no Paquistão, onde a família — três das quatro esposas e seus filhos — estava escondida há seis anos.

Ela comentou também sobre o medo no rosto de seu marido, quando foi acordado. Enquanto os soldados dos EUA se moviam em direção à casa, a família de bin Laden se reuniu toda em seu quarto no andar de cima e começou a orar. "Eles me querem, não vocês", disse o terrorista às esposas, e mandava descerem com os filhos. Amal, no entanto, teria insistido em permanecer no local, com o filho Hussein.

No momento em que apenas esperavam enquanto a equipe de militares se direcionava ao quarto — que até mesmo mataram Khalid, um dos filhos de Osama bin Laden —, Amal se deu conta de que a situação estava acontecendo porque alguém de seu círculo íntimo teria revelado a localização de sua "casa segura". "Estava claro", ela disse ter pensado. "A casa segura era uma armadilha e alguém nos traiu."

Seu relato ainda sugere que bin Laden não tinha um plano  para caso sofresse um ataque, pois, ela se lembra de percebido "com um frio na espinha" que não havia um procedimento de emergência a ser seguido, além de esperar. Ela acrescenta ainda que só tinha "alguns euros costurados na roupa íntima" de seu marido, "junto com números de emergência para seus deputados no Waziristão".

O corpo de bin Laden

Quando a equipe de militares estadunidenses adentrou no quarto, Amal tentou distraí-los para que talvez não matassem seu marido, no entanto, foi baleada na perna e desmaiou no local. Quando acordou, Osama bin Laden já se encontrava morto, e Hussein, seu filho que havia testemunhado o assassinato, sentou-se ao seu lado.

Amal al-Sadah ainda acrescenta que ficou imóvel e "se fingiu de morta", enquanto ouvia os soldados segurarem Sumaiya e Miriam — duas filhas de bin Laden — e Khairiah, a segunda esposa, ao lado do corpo para identificar e confirmar a identidade do cadáver.

O fim que eles nunca ousaram discutir veio e se foi em minutos", disse ter percebido Amal, após levarem o corpo de Osama bin Laden e a família para o andar de baixo da casa.