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Ou ela, ou eu: o caso extraconjugal de Carole Landis e Rex Harrison que terminou em morte

A traição e os escândalos da relação se tornaram um dos casos mais obscuros do início de Hollywood

Wallacy Ferrari Publicado em 06/04/2020, às 11h54

A atriz Carole Landis (à esq.) e Rex Harrison (à dir.)
A atriz Carole Landis (à esq.) e Rex Harrison (à dir.) - Divulgação

Nascida Frances Lillian Mary Ridste, a cantora e atriz Carole Landis chamou atenção nos primórdios de Hollywood pela sua impressionante beleza com longos cabelos loiros, olhos claros e um corpo de causar inveja nas atrizes da época. A jovem teve oportunidade de conhecer a cidade-polo do cinema aos 15 anos, quando abandonou o colégio em San Bernardino, na Califórnia, para tentar a vida no show business.

Para se sustentar, dividiu as atividades entre ser uma dançarina de hula em uma boate em San Francisco e cantar numa banda, sempre adotando o pseudônimo de Carole Landis. Quando descoberta por produtores, passou a estampar centenas de cartões de pin-up, posando como modelo fotográfica. Porém, seu principal objetivo era ir ao cinema.

A sonhada oportunidade chegou em 1937, onde chegou a fazer figuração na primeira versão de “A Star Is Born”, sem ser creditada. Sem muitos trabalhos de projeção, Carole aproveitava de sua beleza para conhecer pessoas importantes na indústria cultural. Uma delas foi Hal Roach, que a escalou para fazer uma mulher da idade da pedra em One Million B.C., que além de fazer um grande sucesso comercial, projetou Carole nacionalmente.

Apesar de seus trabalhos posteriores não atingirem o mesmo sucesso, a projeção da jovem já era notável, integrando-a ao alto escalão do cinema e abrindo diversas portas para romances com pessoas importantes da indústria. Entre seus affairs notáveis, a atriz se envolveu com o fundador da 20th Century Fox, Darryl F. Zanuck, e com o diretor e coreógrafo Busby Berkeley, que auxiliou em suas participações na Broadway.

Porém, nada se compara com a paixão que Landis engatou após seu quarto relacionamento em Hollywood; recém-separada do produtor Horace Schmidlapp, em 1947, o ator Rex Harrison chegava em Hollywood acompanhado de sua esposa, a atriz Lilli Palmer. Sua aliança e sua certidão de casamento não foram suficientes para apartar o conhecido mulherengo britânico.

Rex Harrison junto ao corpo de Carole Landis após a overdose / Créditos: Divulgação

 

O começo do fim

Sempre mulherengo, Harrison chegou do Reino Unido após um estrondoso sucesso no teatro e foi apelidado como “Sexy Rexy” devido aos seus bons modos britânicos e cavalheirismo. No entanto, sua postura amorosa era um pouco diferente da que demonstrava, chegando a dizer que esposas são como ações de alto risco: “Quanto mais você tem, maiores são os seus dividendos”.

O relacionamento dos amantes iniciou descaradamente, com Rex chegando a convidar a jovem para uma dança em um jantar de gala que compareceu junto a esposa, porém, com Lilli levando na esportiva, sem desconfiar de que algo a mais ocorria. Quem fez questão de escancarar o caso foi o jornalista Walter Winchell, que não só anunciou a relação em sua coluna social, como também revelou que logo se separaria da esposa.

A afirmação do jornalista, apesar de jogar gasolina no fogo do casal, deu esperança para Carole, que havia se apaixonado loucamente pelo ator. Por recomendação de seu chefe e ex-comapnheiro, Darryl Zanuck, os amantes se afastaram até que a poeira abaixasse, esperando que os mesmos interrompessem qualquer relação extraconjugal, sem sucesso.

Meses depois, em 1948, durante um jantar na casa de praia da Carole, Rex recebeu o veredito final sobre o relacionamento: “Ou você deixa Palmer ou nos separamos”. A resposta do britânico foi fria, afirmando que, não apenas não realizaria o desejo da jovem, como também não fazia questão. O ator tentou justificar explicando que o casório era necessário para manter seu contrato, mas a noite já estava arruinada.

Harrison saiu e tentou, no dia seguinte, telefonar para Landis, porém sem sucesso. Quando foi até sua residência, encontrou a atriz morta no chão, rodeada de frascos vazios de comprimidos, além de uma carta para sua mãe e um rosário. A jovem havia se suicidado por via de uma overdose de remédios.

Em seu funeral, Rex foi acompanhado junto a esposa, a qual permaneceu casado até 1957. A bomba foi tamanha que o contrato do ator teve de ser encerrado temporariamente pela Fox, devido a suspeita inicial de que o mesmo havia a assassinado. Com a conclusão da investigação, Rex voltou as telas somente 4 anos depois, em 1951.


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