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Pacto de vida e drogas: as polêmicas de Sid Vicious

O lendário baixista do Sex Pistols foi um símbolo punk na década de 1970, mas teve uma vida de altos e baixos

Wallacy Ferrari Publicado em 26/05/2020, às 12h49

Fotografia de Sid no último show dos Sex Pistols, em 1978
Fotografia de Sid no último show dos Sex Pistols, em 1978 - Wikimedia Commons

Nascido John Simon Ritchie, o baixista britânico Sid Vicious foi uma das principais personalidades que edificou a onda punk da década de 1970. Seu carisma e presença de palco somaram ao temperamento agressivo e indisciplinado, tornando um símbolo da contracultura britânica. Com uma influência familiar cheia de altos e baixos, o pequeno John cresceu em Londres e Ibiza, onde sua mãe vendeu drogas para se sustentar.

Já na adolescência, conheceu o John Lydon, fundador do Sex Pistols, ainda no colegial. Descrito pelo amigo como um fanático por David Bowie e por roupas, já demonstrava sua vontade de usar a imagem da banda para disseminar pautas sobre a quebra da moralidade e enfrentamento da monarquia britânica.

O ídolo raivoso

Antes mesmo de obter fama em todo o Reino Unido com sua banda, Vicious já apresentava um comportamento agressivo com quem discordasse de suas controversas opiniões. Nick Kent, um então jornalista do New Musical Express, chegou a ser agredido pelo baixista com uma corrente de motocicletas. O DJ da BBC Radio, Bob Harris, também foi ameaçado em uma boate, mas saiu sem marcas.

O músico, em apresentação na banda Sex Pistols, em 1978 / Crédito: Wikimedia Commons

 

No dia que assinou seu contrato com a gravadora A&M, em 1977, também protagonizou uma encrenca; drogado, o músico cortou o pé em um vaso sanitário do prédio da gravadora e decidiu andar pelos corredores do escritório, espalhando sangue e brigando com os funcionários junto aos outros membros da banda. Sete dias depois, a empresa decidiu romper com a banda. Em agosto do mesmo ano, o músico descobriu que estava com hepatite.

Um dos episódios de agressão resultou na prisão de Sid, quando o mesmo agrediu Todd, irmão da cantora Patti Smith, com uma garrafa de cerveja quebrada. O golpe no rosto quase cegou o rapaz, levando o baixista para a prisão de Rikers Island durante 55 dias com direito a uma desintoxicação forçada.

Nancy e Sid

Nancy Spungen assumia o fato de que era uma groupie e se aproximava dos músicos apenas porque tinha drogas para oferecer. Trabalhando anteriormente como stripper, a jovem chegou a ser apontada como a principal causadora da dependência em drogas do baixista, com diversos relatos de que o casal passava a maior parte de seu tempo consumindo barbitúricos, morfina sintética e heroína.

Entre 1977 e 1978, o casal residiu no quarto 100 do Hotel Chelsea, em Nova York, com diversos episódios de brigas domésticas; o casal foi visto em diversas aparições públicas com queimaduras de cigarro em todo o corpo. John Lydon chegou a afirmar que a jovem afundava o músico, resultando em apresentações medíocres em decorrência das drogas: “Fizemos tudo o possível para ele livrar-se de Nancy... Ela estava o matando”.

Na manhã de 12 de outubro de 1978, Sid encontrou a esposa morta com uma faca apunhalada no abdômen. A faca, pertencente ao músico, só tinha marcas da digital de Nancy, porém, o baixista preferiu assumir o assassinato em depoimentos inconclusivos. Uma semana depois, já preso, o músico assumiu que havia feito um pacto de vida com a companheira, mas não cumpriu.

Sid e Nancy em fotografia pessoal no camarim / Crédito: Divulgação

 

O fim do músico

Quando saiu da prisão, decidiu dar uma grande festa, abdicando das drogas, em 1979. Porém, nas imediações de sua residência, os amigos faziam uso livre de cocaína e heroína. Quando decidiu experimentar, o comportamento agressivo externou rapidamente. O músico pediu para que a mãe lhe desse dinheiro para que comprasse cocaína, recebendo a quantia.

Em entrevista, Eileen afirmou que deu a quantia com medo que o filho fugisse. No dia seguinte, foi encontrado morto pela nova namorada em sua cama, após uma grande dosagem de heroína. Anos depois, a própria mãe assumiu que aplicou a dose mortal no filho.


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