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Paixão destrutiva: o transtornado e violento casamento entre Vivien Leigh e Laurence Olivier

Acometidos por um amor avassalador, os atores de Hollywood se afogaram em um relacionamento cheio de agressões, traumas e traições

Pamela Malva Publicado em 04/04/2020, às 12h00

Vivien Leigh e Laurence Olivier no início do relacionamento
Vivien Leigh e Laurence Olivier no início do relacionamento - Wikimedia Commons

Quando casou-se com Jill Esmond, o ator britânico Laurence Olivier buscava um relacionamento saudável e amoroso. Filho de um ministro anglicano, o jovem vivia sob regras rígidas e via seu casamento como uma válvula de escape.

No entanto, quando colocou seus olhos em Vivien Leigh, ele sentiu uma paixão avassaladora, fora de tudo que estava acostumado. Esbelta e com um dom nato para atuação, a indiana Vivien logo conquistou o coração de Laurence.

A jovem, por sua vez, também estava em um relacionamento sério. Aos 19 anos, casou-se com Leigh Holman, um advogado de 31 anos. Em seus respectivos casamentos, Vivien e Laurence tiveram um filho cada.

A estabilidade dos matrimônios, entretanto, não chegava aos pés do sentimento que os artistas tinham um pelo outro. Assim, em questão de poucos anos, o confuso e transtornado relacionamento começou.

O ator britânico Laurence Olivier / Crédito: Wikimedia Commons

 

De cena em cena

Em 1935, Laurence foi ao teatro, como era de costume, e sentou-se na platéia. No palco, uma jovem morena, com traços finos e uma atuação impecável conduziu a peça. De repente, o ator não estava apenas impressionado. Ele tinha se apaixonado.

Com uma carreira consolidada, Vivien amava os palcos e não sentia reconhecimento por parte de seu marido, que via tudo como um hobbie. Nos braços de Laurence, portanto, ela viu uma maneira de ser feliz pessoal e profissionalmente.

Os amantes começaram a se relacionar enquanto ainda estavam em seus primeiros casamentos. No livro Lord Larry: Um retrato pessoal de Laurence Olivier, o ator comenta que se “odiava por trair Jill, apesar de já ter feito isso antes”.

Para ele, o amor que sentia por Vivien “era diferente. Não era apenas desejo. Era um amor que eu realmente não esperava, que me envolvia”. Os dois, então, deram entrada em seus respectivos divórcios.

O relacionamento secreto dos dois, entretanto, veio à público conforme os dois conquistaram os holofotes. Amados pela indústria cinematográfica, o casal contracenou em três filmes, com uma atuação implacável e uma química óbvia.

Laurence e Vivien, já mais velhos / Crédito: Divulgação

 

Difícil mesmo antes do começo

Foi por volta de 1938 que Vivian sentiu os primeiros sintomas claros de sua bipolaridade. Constantemente na frente das câmeras, ela tinha fluxos intensos de sentimentos e mudanças de humor frequentes.

Naquele mesmo ano, entretanto, ela foi convidada para um de seus mais icônicos papéis: a Scarlett, de E o Vento Levou. Pela primeira vez, a atriz foi aos Estados Unidos, onde seu amor estava gravando outro longa.

Pelo filme, Vivien ganhou o Oscar de Melhor Atriz, mesmo acreditando que a produção seria um fracasso. Tudo ficou ainda melhor quando, após um longo processo, ela e Laurence conseguiram seus divórcios.

Em agosto de 1940, o feliz casal finalmente assinou o sagrado matrimônio. As promessas feitas, a paixão atordoante e os momentos incríveis, entretanto, foram colocados em cheque quando Vivien teve sua primeira crise, em 1945.

Vivien Leigh, a atriz indiana, ainda jovem / Crédito: Wikimedia Commons

 

A bipolaridade de uma artista

Durante as gravações de Cleópatra, Vivien sofreu um aborto espontâneo e entrou em um profundo estado de tristeza. Ela, então, tornou-se violenta e impulsiva. Durante seus acessos, ofendia colegas de trabalho, vagava pelas ruas e dormia com outros homens.

Entre 1945 e 1956, os dois artistas se afundaram em um relacionamento turbulento, cheio de traições, agressões físicas e violências. Nesse meio tempo, Vivien ganhou mais um Oscar e perdeu mais um bebê.

Assim, Vivien e Laurence viviam um casamento de aparências, focado em enganar os holofotes. Mas o amor já não existia mais e, em meados de 1960, o britânico conheceu Joan Plowright, uma atriz 22 anos mais nova que ele.

Laurente pediu pelo segundo divórcio — desejo mal recebido por Vivian, cuja reação foi ameaçar cometer um suicídio. Assim, em maio de 1960, o casal foi à público e anunciou a inevitável separação. 

Em 1967, namorando com Jack Merivale, Vivien foi vítima de uma tuberculose persistente. Laurence, por sua vez, já casado com Joan, morreu devido a uma insuficiência renal, em 1989. Os artistas tinham 54 e 82 anos, respectivamente.


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