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As palavras finais de John Lennon, segundo Yoko Ono

O ex-Beatle foi assassinado covardemente por um “fã” em dezembro de 1980, que, naquele mesmo dia, pediu a ele um autógrafo

Isabela Barreiros Publicado em 05/01/2021, às 15h31 - Atualizado às 22h06

John Lennon em ensaio fotográfico
John Lennon em ensaio fotográfico - Divulgação - Youtube

A noite de 8 de dezembro de 1980 ficou marcada na história por um dos mais trágicos assassinatos da história da música mundial. Aquele tinha sido um dia comum para o ex-beatle John Lennon, que participou de uma sessão de fotos, uma entrevista e ia em direção ao estúdio Record Plant quando foi abordado por um fã.

O cantor e sua esposa, Yoko Ono, estavam indo ao local com o objetivo de mixar a música Walking on Thin Ice, canção realizada em parceria pelo casal, com Lennon na guitarra. O admirador em questão era Mark Chapman, um 'fã' incondicional do músico, que pediu um autógrafo em seu disco ‘Double Fantasy’, lançado no mês anterior.

Antes de entrar na limusine, o ex-Beatle lhe escreveu: “John Lennon. Dezembro, 1980” no álbum. Era uma cena que parecia corriqueira, extremamente comum na vida de alguém tão famoso quanto o cantor, acabou sendo fotografada e entrou para a história por um motivo triste.

Autografo dado por Lennon ao disco de Chapman horas antes do assassinato / Crédito: Divulgação

 

A segunda vez que Lennon viu Chapman foi a última. Voltando para o seu apartamento em Manhattan depois de um dia cheio de compromissos, o cantor andava com Yoko na rua. Ele ouviu um grito, que foi dado pelo fanático, com o intuito de chamar sua atenção. Foi aí que tudo se tornou caos: o homem começou a atirar.

O “fã” efetuou 4 disparos e Lennon foi atingido por três projéteis. Ele ainda errou um tiro, acertando na janela do edifício Dakota, antes de ser desarmado pelo porteiro. Uma investigação realizada sobre o crime revelou que as balas usadas eram de ponta oca, ou seja, que se expandem quando atingem um tecido.

A consequência disso é um dano ainda maior em quem é atingido. Nesse caso, a conclusão foi a morte do ex-Beatle aos apenas 40 anos de idade. Ele até foi levado ao Hospital Roosevelt na cidade de Nova York. No entanto, o homem foi declarado morto quando chegou ao local, às 23h.

Palavras finais

John Lennon em sua casa no ano de 1971 / Crédito: Getty Images

 

Como todas as pessoas importantes da história, muito se questiona sobre as últimas palavras do icônico cantorJohn Lennon. Por ter sido morto em uma situação tão dramática e trágica, é possível que ele não tenha dito nada antes de ser atingido pelos tiros do lunático homicida.

Ao longo da história, algumas pessoas sugeriram que talvez ele tenha exclamado o fato de que levou um tiro, e outros ainda disseram que ele pode ter falado um simples “sim” antes de ter sido atingido pelas balas. 

Essas questões, no entanto, puderam ser solucionadas por um fato simples: ele não estava sozinho quando foi assassinado. Yoko acompanhou toda a cena que tirou a vida de seu marido e, mesmo que raramente, ainda falou sobre o que aconteceu de fato naquela noite sombria da história da música.

Em entrevista ao Desert Island Discs, o programa de rádio da BBC Radio 4, em 2007, a mulher falou sobre o incidente. “Eu disse, 'Vamos jantar antes de ir para casa?' e John disse: 'Não, vamos para casa porque quero ver Sean antes que ele vá dormir'”, explicou Yoko. 

Essa provavelmente foi a última frase dita por ele porque, segundo ela, Lennon não disse nada depois de ter sido atingido com tiros.

O dia seguinte do assassinato foi marcado pelo não-acesso público. A esposa divulgou um comunicado afirmando que "não haverá funeral para John" e acrescentando que ele amava e orava pela raça humana. "Por favor, faça o mesmo por ele", concluiu a nota. O corpo do cantor foi cremado, e as cinzas foram espalhadas pela viúva no Central Park, em Nova York.


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