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Panzer: Os legendários tanques nazistas

Apesar de impressionar pela estrutura e agilidade, o veículo militar não era indestrutível

Simone Bitar Publicado em 01/11/2019, às 10h00

Panzer durante a batalha do Bulge, em 1944
Panzer durante a batalha do Bulge, em 1944 - Getty Images

O segredo dos primeiros modelos dos tanques alemães Panzer estava mais na inovadora tática de guerra, a Blitzkrieg, que nas máquinas em si. Ágeis, viraram peça-chave da nova forma de guerrear, sobretudo contra os franceses, driblados sem dó pela versatilidade dos blindados nazistas. Porém, ainda na Polônia, os alemães já haviam perdido quase um terço dos 3.100 Panzer enviados contra metralhadoras antitanque.

Os Panzer I e II eram pequenos e muito mais leves que os modelos III e IV, que fizeram a fama da linha. Já os últimos modelos ficaram grandes e pesados demais. Capazes de abater dezenas de tanques cada um, os Panzer V e VI enguiçavam facilmente na neve, tornando a tática de enviá-los para o frio da União Soviética um grande erro.

O motor Maybach a gasolina de 700 cavalos (mais que uma Ferrari de F-1) conduzia o Panzer a até 38 km/h na estrada ou 20 km/h fora dela. Também acionava um sistema de aquecimento interno que protegia a tripulação do frio russo.

Panzer, em alemão, significa couraça. A blindagem inclinada, copiada do tanque russo T-34, repelia a maioria dos disparos, mas muitos soldados morriam pela onda de impacto dos tiros.

A torre de combate, criada pela Porsche, é imitada até hoje. O canhão podia destruir outros tanques a até 4 km. Havia também três metralhadoras, e variações incluíam lança-chamas e lançador de nuvem de fumaça.

As lagartas, uma suspensão com 36 engrenagens entrelaçadas, sustentavam as 57 toneladas do tanque e passavam por cima de carros e trincheiras. Mas travavam na neve soviética.

Panzer IV, em 1942 / Crédito: Getty Images

 

Cinco pessoas ocupavam quatro compartimentos: comandante, piloto, operador, carregador do canhão (que também disparava a metralhadora da torre) e operador de rádio (que atirava com a metralhadora traseira).

Quatro tanques comportavam 534 litros de gasolina, suficientes para apenas 140 km. Por isso, o Panzer VI era carregado de trem até perto do front. E muitos foram abandonados sem combustível.


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