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Para o menos 'favorecido': O curioso destino da herança da Rainha-mãe

A mãe de Elizabeth II faleceu em março de 2002 e deixou um testamento polêmico. Confira!

Penélope Coelho Publicado em 14/12/2020, às 16h05

Retrato da Rainha-mãe
Retrato da Rainha-mãe - Wikimedia Commons

Elizabeth Angela Marguerite Bowes-Lyon, carinhosamente apelidada de Rainha-mãe, foi uma figura de grande importância para a monarquia britânica e para a história do Reino Unido em geral, durante o século 20 e início do século 21.

Nascida em 4 de agosto de 1900, ela foi esposa do rei George VI, coroado em 12 de maio de 1937, após seu irmão Edward VIII, abdicar ao trono.

Juntos, Elizabeth Angela e o marido tiveram duas filhas: a caçula Margaret e a primogênita Elizabeth, aquela que viria a ser a futura rainha da Inglaterra, após a morte de seu pai George VI, aos 56 anos, em 1952.

Ao contrário de seu marido, a Rainha-mãe teve uma vida longa, falecendo aos 101 anos de idade, às 3h15 da manhã do dia 30 de março de 2002. A nobre morreu enquanto dormia em seu quarto no palácio de Windsor.

Sabe-se que durante quatro meses, ela enfrentou uma infecção respiratória. Logo após seu falecimento, uma polêmica envolvendo a herança da mulher se tornou motivo de curiosidade.

Bisneto favorito?

De acordo com informações da BBC, publicadas pelo jornal O Globo, em reportagem realizada no ano de 2018, após sua morte, a Rainha-mãe havia deixado um testamento estratégico que favorecia um de seus bisnetos.

Na ocasião, a mulher teria destinado uma quantia maior de dinheiro para seu bisneto Harry, em detrimento de William. Acredita-se que o motivo não seja por preferência, mas, na realidade, seguia uma lógica financeira.

Os irmãos Harry e William entre a esposa de William, Kate Middleton / Crédito: Wikimedia Commons

 

Sabe-se que após o príncipe Charles possivelmente assumir o trono, o próximo na linha de sucessão seria William. Pensando nisso, a Rainha-mãe sabia que o bisneto teria mais recursos financeiros para usufruir do que Harry. Por isso, decidiu colaborar com aquele que teria 'menos dinheiro'.

Além dos benefícios que terá como futuro rei, quando Charles subir ao trono, William também herdará o ducado da Cornualha. O Duque de Cambridge também seria beneficiado com fundos públicos do local, o que ajudou ainda mais na decisão da Rainha-mãe em ajudar Harry.

Acredita-se que a mulher tenha deixado cerca de 14 milhões de libras para os filhos de Charles e Diana, contudo, sabe-se que Harry ficou com a maior parte. No entanto, a quantia exata nunca foi especificada. Apesar das especulações sobre a decisão da Rainha-mãe ter gerado polêmicas dentro de sua própria família, os boatos não foram confirmados.

Outros bens

Entretanto, a fortuna da Rainha-mãe não se limita somente na quantidade de dinheiro que ela deixou para seus bisnetos. Na realidade, a mulher também contava com outros bens como obras de arte caríssimas e uma valiosa coleção de ovos Fabergé.

Na época de sua morte, a fortuna da esposa do rei George VI havia sido avaliada em cerca de 70 milhões de libras esterlinas.

Imagem do funeral da Rainha-mãe, em 2002 / Crédito: Wikimedia Commons

 

Já que a princesa Margaretfaleceu no mês anterior a morte de sua mãe — em 9 de fevereiro de 2002 —, os bens de Elizabeth Bowes-Lyon foram destinados à sua única filha viva, a Rainha Elizabeth II.

Na época, a monarca ficou com os pertences de sua mãe, mas, decidiu doar alguns itens a fim de que eles pudessem ficar eternizados como algo maior.

Sabe-se que Elizabeth II deu boa parte das peças da Rainha-mãe ao Royal Collection, uma instituição conhecida por ser responsável pela exposição de itens oficiais relacionados à monarquia britânica.


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