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Parasita da vida real: Tatsuko Horikawa, a mulher que viveu escondida em um porão

Muito antes do lançamento do premiado filme, um caso extremamente curioso ocorreu em uma pequena cidade japonesa

Wallacy Ferrari Publicado em 25/04/2020, às 10h00

A capa do filme (à esq.) com uma imagem ilustrativa de invasão residencial (à dir.)
A capa do filme (à esq.) com uma imagem ilustrativa de invasão residencial (à dir.) - Divulgação

Em 2020, o filme Parasita, do diretor Bong Joon-ho, lotou salas de cinema em todo o mundo e fez história a ser o primeiro filme com uma língua não-inglesa a ganhar o Oscar de Melhor Filme.

Com uma história repleta de viradas tragicômicas, os espectadores se impressionam com o roteiro fértil de uma família que, inserida em uma realidade de alto padrão financeiro, não cogitava que, no porão de sua mansão, vivia o marido da governanta da casa, que ao lado de outros personagens da mesma condição financeira, seriam responsáveis por uma grande tragédia.

A produção, no entanto, não imaginava que o mirabolante enredo já havia ocorrido na vida real, em um lugar remoto da Ásia. Na pacata cidade de Kasuya, no sul do Japão, uma notícia surpreendeu toda a população — de pouco menos de 50 mil habitantes. Por ser uma cidade pequena, a mesma não enfrentava problemas com moradores de rua ou reinvindicações de terras até o ano de 2008.

Momento em que o bunker é descoberto pela família que trabalha aos Park no filme Parasita / Créditos: Divulgação

 

Um morador de 57 anos tinha um problema extremamente específico; todas as noites, sua geladeira era assaltada. O sumiço dos seus alimentos preferidos não apenas o irritavam muito, como levantava as hipóteses mais malucas possíveis. O homem se submeteu a testes para comprovar se tinha sonambulismo, cogitou que ocorriam eventos sobrenaturais em sua cozinha até se convencer de que estava sendo vítima de um ladrão.

Assim, decidiu instalar câmeras ocultas em sua cozinha, transmitindo a imagem de sua residência para o celular enquanto trabalhava. O ladrão, que raramente deixava vestígios ou era observado por testemunhas, foi finalmente observado em ação. A figura foi até a geladeira, se alimentou, assistiu televisão e ainda deixou tudo limpo antes de sair do alcance das lentes.

A surpresa maior partia das características do assaltante de geladeira: uma senhora, de meia idade, com roupas confortáveis, semelhante a um pijama, sem nenhum item que dificultasse sua identificação. A mesma não apenas se alimentou em vídeo, como subiu escadas e retornou para o sótão.

O porão superior da residência era utilizado pelo dono da propriedade para instalar a caixa d’água e servir de dispensa para alimentos não perecíveis. Todavia, a senhora de 58 anos, identificada como Tatsuko Horikawa, transformou o local em seu próprio abrigo. Escondida e sem nenhuma relação de amizade com o dono, a mesma se abrigou e rapidamente adaptou as instalações para não levantar suspeitas.

De acordo com o The Guardian, Tatsuko relutou em sair quando o dono notificou as autoridades, trancando as janelas e portas da casa por dentro, até ser encontrada no topo. “Quando abrimos o armário, lá estava ela, nervosamente enrolada de lado”, disse o porta-voz da polícia local à Associated Press na época da descoberta.

Com uma investigação rápida, a senhora assumiu que não tinha condições de manter um aluguel ou adquirir uma residência e havia se instalado em diversas residências nos últimos anos até encontrar a mais segura. Também revelou que invadiu o local quando percebeu que a porta do morador não estava trancada.

Além disso, fazia questão de tomar banhos regulares e limpar a casa quando o dono saía, mas que o mesmo não chegou a notar. A mulher foi presa e finalmente pôde ter um teto para dormir tranquilamente. Até o momento, não foi revelada à setença da invasora.


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