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Paula Jean Welden: o estranho desaparecimento no Triângulo de Bennington

A jovem carismática e bem-humorada impressionou a população local após sair para uma caminhada na floresta — entretanto, ela nunca mais foi vista

Wallacy Ferrari Publicado em 04/06/2020, às 07h23

Retrato fotográfico de Paula Jean Welden (à esq.) ao lado de mapa situando o Triângulo de Bennington (à dir.)
Retrato fotográfico de Paula Jean Welden (à esq.) ao lado de mapa situando o Triângulo de Bennington (à dir.) - Wikimedia Commons

Nascida em 19 de outubro de 1928, Paula Jean Welden era a mais velha de quatro irmãs, sendo um exemplo de dedicação no ambiente familiar. Com a influência do pai William, um conhecido designer de utensílios domésticos, entrou no Bennington College para cursar o ensino superior com ênfase em ciências exatas.

Ao longo do curso, a bonita jovem conquistou a simpatia dos internos enquanto esteve alojada nos dormitórios da instituição de ensino. Carismática e animada, era conhecida pela versatilidade nos esportes; praticava natação, ciclismo, patinação, dança, caminhada e ainda tinha tempo para aprender música e praticar botânica.

Com 1,65m de altura e pesando 55 quilos, suas características físicas eram conhecidas até nos pequenos detalhes, principalmente pelos registros de prática esportiva na faculdade e pelos amigos, que comentavam sobre uma marca de vacinação em sua coxa esquerda, além de uma pequena cicatriz na sobrancelha esquerda, causada por um acidente de infância. Todas as características seriam de extrema importância durante seu segundo ano de curso.

Fotos pessoais de Paula em seus arquivos acadêmicos / Crédito: Divulgação

 

A última vez vista

Usando uma jaqueta vermelha com um capuz aveludado com uma calça jeans azul e um tênis branco, a jovem foi vista no dia 1º de dezembro de 1946 por diversos colegas em diversos pontos do campus. Trabalhou dois turnos no refeitório da instituição e, em seguida, encontrou-se com a colega de quarto, afirmando que faria uma longa caminhada.

Apesar do clima quente, a temperatura da cidade oscilava durante os períodos dos dias: sendo alta durante os começos de tardes, mas baixas durante as noites. Assim, Paula saiu com roupas leves, o que causou estranhamento pela amiga. Em direção a rota 67A, a jovem foi vista por outros estudantes na entrada da faculdade por volta das 14h30.

Próxima da rota 67A, a loira foi vista entrando em um trecho da trilha Long Trail, famosa na cidade, mas nunca antes percorrida pela jovem. Por volta das 16h00, um grupo de três rapazes confirmou ter avistado uma moça com as mesmas vestimentas descritas pelos estudantes, mas sem suprimentos adequados nem ferramentas para acompanhar a escuridão na floresta.

Anúncio de jornal relatando seu desaparecimento e mapeando sua entrada na trilha / Crédito: Divulgação

 

O mistério sem evidências

Com a ausência de Paula em todas as funções de sua grade de aulas e serviços, a diretora de admissões Mary Garrett desconfiou do episódio pouco comum e fez contato com o procurador estadual William Travers Jerome Jr. e com o pai de Paula, que foram juntos para a instituição aguardar a volta da garota. Sem retorno, o contato com o xerife do condado foi feito para iniciar buscas regionais.

A notícia de que a jovem havia entrado na trilha foi descoberta somente dois dias após sua ida, com o reconhecimento dos rapazes que faziam o caminho ao ver a notícia no jornal local. Nas semanas seguintes, os alunos e funcionários da universidade se mobilizaram com a Guarda Nacional para atravessar toda a trilha em busca de vestígios da jovem, sem sucesso.

Diversas teorias em relação a seu paradeiro descartavam possibilidades trágicas devido ao seu notável bom humor; os colegas relataram um desconforto de Paula com os estudos e seu sumiço aos 18 anos poderia representar a ida para uma nova vida em um ciclo social completamente distinto. Outros colegas levantaram a hipótese de um amante secreto, todas relevadas pelas autoridades locais.

O caso foi investigado por 7 meses apenas pelo xerife local com o auxílio de autoridades estaduais e polícias de municípios vizinhos, visto que a cidade não tinha um departamento de polícia antes do caso. Quando reaberto, em 1952, nenhuma evidência acrescentou informações ao inquérito, porém, as autoridades concluíram que a ausência da jovem em condições não aparentes só poderia ser atribuída a uma morte.


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