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Pertinax, o imperador que governou por 3 meses e foi brutalmente executado pelos próprios guardas

Há exatos 1.800 anos, o soberano era morto pela própria mentira

Nicoli Raveli Publicado em 28/03/2020, às 08h00

Estátua do imperador Pertinax
Estátua do imperador Pertinax - Wikimedia Commons

Publio Hélvio Pertinax já mostrava seu interesse pelo poder quando era adolescente. Inicialmente, o homem trabalhou como professor de gramática, mas pouco tempo depois ganhou um cargo oficial em uma corte.

Trabalhando dia e noite, o futuro imperador foi promovido vezes e atingiu o cargo de procurador. Devido aos atritos com a corte, Pertinax foi afastado de sua profissão, mas logo voltou para ajudar o general Cláudio Pompeiano nas Guerras Marcomanas.

Em 175 d.C, serviu como suplente e, nesse trabalho, poderia ser chamado para exercer as funções de outra pessoa. Cinco anos depois, Hélvio tornou-se governador de grandes províncias romanas, como a Mésia.

Mais tarde, o governador passou a fazer parte do senado romano. Entretanto, seu cargo não durou muito tempo, já que o prefeito Perenis o retirou da vida política. Após três anos, Pertinax se dirigiu até a Britânica com o objetivo abolir uma revolta. Sem sucesso, sua guarda pessoal foi atacada, o que resultou na punição dos rebeldes. Em 187 d.C, o prefeito alegou que as legiões apresentavam comportamentos hostis devido a seu comando rígido. Dessa maneira, ele foi novamente forçado a abandonar o cargo.

Ilustração do império romano antigo com Pertinax ao centro / Crédito: Divulgação

 

Um ano depois, o homem voltou a servir como governador da província romana da África Proconsular e teve apoio de seu líder. Quando Publio estava prestes a se tornar prefeito urbano, Cômodo, o então imperador, foi assassinado por seus empregados.

Ano dos cinco imperadores

A morte de Cômodo deu início ao período que ficou conhecido por cinco homens que reivindicaram ao título de imperador romano. A Roma Antiga já passava por situações conturbadas, mas o ano de 192 d.C ficou marcado pelo início de diversos conflitos internos.

No ano seguinte, o imperio esteve diante de grandes disputas pelo cargo de imperador. O prefeito Pertinax foi quem ocupou o lugar do antigo imperador romano, entretanto, o episódio não representaria uma vitória. Durante seu governo, ele tentou seguir o exemplo de Marco Aurélio com as práticas restritivas, todavia, diferente do político, se deparou com uma grande oposição.

Em seu terceiro mês como imperador, enfrentou a fúria de seus próprios guardas, que estavam à espera de uma grande quantia de dinheiro que havia sido prometida. Diante da divida, que não tinha nem previsão para ser quitada, Pertinax foi assassinado por seus guardas pessoais em seu palácio em seu 86° dia de governo, em 28 de março de 193.

Ilustração da guarda pretoriana do império romano / Crédito: Divulgação

 

Não demorou muito para que o fosse substituído. No mesmo dia, Dídio Juliano assumiu o seu cargo. Para sua eleição, ofereceu 2.500 sestércios (antiga moeda romana) para cada soldado. Devido a sua grande oferta, ele venceu seu oponente, Tito Flávio Sulpiciano.


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