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Matérias / Curiosidades

A perturbadora vida antes das escovas de dente

A primeira escova, ou algo parecido com ela, foi encontrada em uma tumba de 5 mil anos. Desde então, nossa higiene bucal foi evoluindo ao decorrer dos anos

Livia Lombardo Publicado em 06/06/2021, às 10h00

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Imagem ilustrativa - Pixabay
Imagem ilustrativa - Pixabay

Sem a escova de dentes, não havia romântico que resistisse a um beijo de bom dia.
Um afago, um carinho, um beijinho... e aquela carninha que restou de refeições
anteriores.

Algum egípcio notou esse problema: a primeira escova de que se tem notícia foi encontrada numa tumba de 5 mil anos. Na verdade, era um pequeno ramo de planta que foi desfiado até as fibras aparecerem — elas eram esfregadas nos dentes para limpá-los.

O mau hálito deve ter incomodado os povos antigos. Tanto que outras alternativas
para auxiliar na higiene bucal foram criadas com o passar dos anos. Além dos dedos, de
folhas e de gravetos, pequenas varetas com a ponta amassada também eram utilizadas
para limpar os dentes.

Uma foto de 1899 mostrando o uso de uma escova de dentes/ Crédito: Dupons Brüssel/Wikimedia Commons

Diocles de Caristo, um médico grego do século 4 a.C., deixou escrito um documento em que recomendava a seus clientes que todas as manhãs colocassem uma fina camada de hortelã pulverizada nos dentes e nas gengivas e a esfregasse com os dedos para remover restos de alimentos.

Já os romanos limpavam seus dentes com um pó bem diferente — os ingredientes
eram cinzas de ossos e dentes de animais, ervas e areia. A importância da escovação já
era tão grande que os aristocratas tinham escravos apenas para limpar seus dentes.

Na Idade Média, as escovas ainda não haviam evoluído muito, mas as pastas de dentes
já tinham melhorado bastante. Nessa época, eram preparadas à base de ervas aromáticas, como a sálvia. Mas, para eliminar o mau hálito, eram recomendados bochechos com urina.

Escova usada por Napoleão/ Crédito: Science Museum London/Wikimedia Commons

A escova de dentes de cerdas só foi inventada em 1498, pelos chineses. Porém, além do
fato de serem muito caras — e, por isso, famílias inteiras terem que dividir uma peça —,
eram feitas de pelos de porcos atados a pedaços de bambus ou ossos. Com a umidade, os pelos da pele dos bichos mofavam e enchiam a boca de fungos.

O problema só seria resolvido em 1938, nos Estados Unidos, com o surgimento de cerdas de náilon. Na Segunda Guerra Mundial, os soldados americanos eram obrigados a usar a escova de dentes. E, de lá para cá, ela só foi se aperfeiçoando.