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Pervitin: a arma secreta para os super soldados de Hitler

Usadas entre soldados nazistas e Aliados, as anfetaminas aumentavam resistência e causavam fúria

Joseane Pereira Publicado em 12/11/2019, às 09h00

Soldados alemães marchando durante invasão da Polônia, 1939
Soldados alemães marchando durante invasão da Polônia, 1939 - Getty Images

A grande agilidade e resistência que os soldados alemães tinham durante a Segunda Guerra não era fruto apenas de se preparo físico, mas também de drogas para melhorar o desempenho propagadas generosamente entre as tropas.

Os soldados, submetidos a condições terríveis, tinham um desempenho maior sob efeito desses estimulantes - que também auxiliavam em transtornos de estresse. Assim, eles poderiam ser levados para além dos limites de seus corpos e mentes, ignorando o impacto a longo prazo que essas drogas poderiam causar.

RESISTÊNCIA ESTIMULADA

Os tóxicos eram distribuídos por oficiais médicos de ambos os lados: enquanto soldados britânicos permaneciam acordados com a anfetamina Benzedrine, tropas nazistas recebiam porções generosas da metanfetamina Pervitin. Ambas as drogas aumentavam o estado de alerta, davam sensação de euforia e diminuíam o apetite – condições inetressantes em meio à guerra.

A anfetamina dos soldados nazistas / Crédito: Domínio Público

 

O Pervitin passou a ser comercializado na década de 30, como um estímulo recreativo para estudantes. Dez anos depois, a droga já era distribuída entre os pilotos da força aérea nazista Luftwaffe. Naquele ano, durante os três meses dos ataques implacáveis conhecidos como blitzkrieg, cerca de três milhões de soldados, marinheiros e pilotos alemães consumiram mais de 30 milhões de comprimidos de Pervitin.

Enquanto isso, entre os países Aliados chegavam os rumores da indestrutibilidade das tropas do Fuhrer, fortemente drogadas e furiosas. Não demorou para que os Aliados fornecessem às suas tropas armas químicas semelhantes.

Soldados de Hitler capturados pelos Aliados, 15 de setembro de 1944 / Crédito: Getty Images

 

"Isso o impede de dormir, mas não o impede de se sentir cansado. Seu corpo não tem chance de se recuperar da fadiga que está sofrendo, então chega um momento em que você sai da droga e simplesmente desmaia, não pode funcionar", afirmou ao jornal Live Science James Holland, historiador da Segunda Guerra, sobre o uso de anfetaminas pelos soldados.

Hoje em dia, essas drogas são reconhecidas como de alto risco, que causam dependência e graves efeitos colaterais quando usadas em quantidade alta.


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