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Pesadelo nas Bahamas por R$ 381 mil: 5 fatos sobre o desastroso Fyre Festival

O festival prometeu luxo e atrações incríveis, no entanto, entregou caos e prejuízos financeiros que nunca foram compensados

Ingredi Brunato Publicado em 27/10/2020, às 10h32

Alguns detalhes do insólito festival
Alguns detalhes do insólito festival - Divulgação

O Fyre Festival compreende um evento de música luxuoso que aconteceria numa ilha paradisíaca nas Bahamas, em 2017. Ao menos, isso é o que ele pretendia ser. Na realidade, o festival foi um desastre em todos os sentidos possíveis, e seu organizador, Billy Farland, acabou na cadeia por fraude.

Na lista abaixo saiba mais sobre o evento que foi vendido como 'a festa do ano' se revelou um caos para os participantes, um enorme prejuízo financeiro para todos os investidores e trabalhadores contratados, e foi cancelado no último minuto.

Em 2018, inclusive, a Netflix lançou um documentário chamado “Fyre Festival: Fiasco no Caribe”, que cobre como exatamente tudo caiu aos pedaços.

1. O marketing foi ótimo

Houve uma única coisa que funcionou no Fyre Festival: a propaganda. Diversas modelos famosíssimas postaram uma foto laranja simultaneamente em suas contas no Instagram, entre elas Kendall Jenner, Alessandra Ambrósio, Bella Hadid e Hailey Baldwin

Os posts misteriosos imediatamente chamaram a atenção do público, que esperou por algo grande o suficiente. O suspense acabou com a liberação do anúncio do festival em uma ilha caribenha, ninguém se decepcionou. 

“O melhor da comida, da arte, da música e das aventuras”, diziam os pacotes do evento. Inclusive, foi prometida a participação de atrações como Blink-182 e Major Lazer. Quando se olhava em perspectiva tudo que estava sendo oferecido, até fazia sentido que os ingressos mais caros - que incluiriam mansões de luxo durante os dias do festival - custavam o equivalente a 381 mil reais. 

2. Construído apenas por promessas 

“Os organizadores tiveram de seis a oito semanas para realizar algo que deveria ter levado quase um ano”, comentou Chris Smith, diretor do documentário da Netflix, segundo divulgado pela BBC.

Na verdade, o dinheiro do grande organizador do Fyre Festival, o empresário Billy Farland, também estava acabando muito antes da infraestrutura do evento - sua parte mais básica - ser garantida. 

Em um dos momentos mais chocantes do documentário, o promotor do festival, Andy King, conta como Billy lhe pediu para subornar um dos oficiais da alfândega das Bahamas para que a festa pudesse ter água, mesmo que eles não tivessem pagado por ela. Felizmente, o oficial apenas concordou com o pedido sem subornos.

3. A farsa caiu através de Tweets

Tweet mostrando o lanche servido  Crédito: DIvulgação/ Netflix

 

No dia que o evento deveria acontecer, nada estava realmente preparado. Havia chovido durante a noite, e tanto o chão das barracas preparadas para as pessoas (que estavam longe de serem de luxo) quanto os colchões dentro delas estavam ensopados. Sequer haviam barracas o suficiente para todos. 

A comida servida - para aqueles que conseguiram comer algo durante as horas em que ficaram presos na ilha - foram sanduíches compostos por pão de forma, duas fatias de queijo, tomate e alface. Uma das pessoas que compareceu naquele dia postou a foto do lanche no Twitter, marcando o festival com a hashtag, e a publicação acabou viralizando. Foi quando a farsa do evento começou a se revelar. 

4. Todos os envolvidos tiveram prejuízos 

Billy McFarland acabou devendo 27 milhões de dólares para os 80 investidores que colocaram seu dinheiro no Fyre Festival. Contudo, como o documentário da Netflix também expõe, esses não foram os únicos prejudicados, mostrando o caso de uma dona de restaurante que gastou 50 mil dólares para tentar atender aos jovens que chegaram na ilha naquele dia. 

“Ela usou grande parte de suas economias para tentar honrar o compromisso que tinha feito com eles”, contou Chris. “No fim das contas, quando tudo desmoronou e todo mundo foi embora, ela ficou para trás para lidar com isso”.

5. Últimas atualizações sobre Billy McFarland, o culpado  

No fim de tudo, o empresário que organizou - ou melhor, que não organizou - o desastre que foi o Fyre Festival acabou preso por fraude. Sua pena é de seis anos. Nesse ano, ele pediu para sair da prisão mais cedo por conta da pandemia de covid-19, o que não foi acatado. Já no último domingo, 25, Billy foi colocado na solitária após tentar gravar um podcast dentro da cadeia. 


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