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Há 57 anos, Peter Allen e Owen Evans se tornavam os últimos assassinos a serem enforcados no Reino Unido

Assassinato de John West pode até ser esquecido por muitos, mas caso estará marcado para sempre na história do país

Fabio Previdelli Publicado em 13/08/2021, às 10h00

Owen Evans e Peter Allen
Owen Evans e Peter Allen - Steve Fieldin/Wikimedia Commons

O assassinato de John West, em 7 de abril de 1964, pode não ter sido o crime mais memorável do Reino Unido,  mesmo assim, ele estará marcado para sempre na história da Inglaterra.  

Afinal, como consequência do ato, no dia 13 de agosto de 1964, há exatos 57 anos, os responsáveis pelo crime, Peter Anthony Allen e Gwynne Owen Evans, foram os últimos criminosos a serem executados na forca no país. 

Detalhes de um crime brutal 

A aventura da dupla começou na cidade de Preston. Allen admitiu ter roubado um carro que usaram para ir visitar West. A vítima era um conhecido de Evans e os criminosos enxergavam nele uma oportunidade ideal de conseguirem uma grana, já que ambos estavam desempregados.  

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Jonh West/ Crédito: Divulgação/Steve Fieldin

O alvo em John explicava-se, segundo mostra matéria da BBC, pelo fato dele ser solteiro e morar sozinho em uma casa na pequena cidade de Seaton, noroeste da Inglaterra.

Provavelmente ninguém se importaria muito caso algo ruim acontecesse com ele.  

Porém, por volta das 3 horas da manhã daquele 7 de abril, o vizinho de West acordou depois que um forte estrondo ecoou da casa ao lado.

Quando colocou a cabeça para fora de sua janela, viu um carro saindo em disparada do local. Ele ligou para a polícia imediatamente.  

Quando os investigadores chegaram, não demorou muito até que o corpo de John fosse encontrado. Já sem vida e seminu, ele havia sofrido 13 ferimentos na cabeça. Além disso, uma faca foi encontrada cravada em seu coração.  

Por conta do barulho que fizeram, os criminosos acabaram deixando alguns vestígios por saírem na pressa. O principal deles era uma capa de chuva, onde os policiais encontraram um documento do exército que tinha anotado o nome de Norma O’Brien, que morava em Liverpool, e um medalhão que tinha marcado a frase “Go Brian”. 

Como explica matéria do Opera Mundi, Norma trabalhava em uma fábrica da cidade, mas alguns meses antes do crime havia visitado Preston, uma cidade próxima, onde passou um tempo com a irmã e seu cunhado.  

Por lá, conheceu uma pessoa chamada Owen Evans, que trabalhou com West, e que coincidentemente usava aquele mesmo medalhão. As declarações da jovem de 17 fizeram com que os investigadores virassem os olhos das buscas para Peter Anthony Allen, de 21 anos; e Gwynne Owen Evans, de 24. 

Em cerca de 48 horas a dupla já estava presa e havia sido acuada formalmente pelo crime. Um dos pontos que complicou os criminosos é que Evans estava com um relógio que tinha o nome de West marcado.  

A condenação 

No interrogatório, ambos se acusaram. Owens, no entanto, admitiu ter furtado o relógio; já Peter, por sua vez, confessou que roubou o veículo dias antes, dizendo que o usaram para levar Evans até John, com quem pegariam um dinheiro emprestado.  

Apesar de não possuírem antecedentes criminais, os dois foram julgados em Manchester e considerados culpados por “homicídio capital”, estabelecido pela ‘Lei de Homicídios de 1957’, já que West foi assassinado com o assalto em curso.  

Peter Allen foi enforcado na prisão de Walton em Liverpool com seus detalhes anotados pelo carrasco/ Crédito: Divulgação/ Steve Fielding

 

Assim, durante o julgamento, o juiz pediu ajuda do conselho para estabelecer se o crime foi cometido por um deles ou foi uma ação conjunta. Assim, ambos foram considerados culpados e condenados à morte. Seus advogados de defesa fizeram um apelo para que a sentença fosse convertida à prisão perpétua. Algo que não se concretizou.  

“Não foi um crime que muitas pessoas soubessem, os responsáveis foram pegos rapidamente, não houve uma grande caça ao homem ou algo assim e não é algo que teria ficado na mente”, disse o historiador e autor Steve Fielding à BBC. “Mas o fato de ter gerado as duas últimas execuções no país o torna memorável. 

As execuções por assassinato foram suspensas no país em 1965, devido à pressão do premiê trabalhista Sydney Silverman. Segundo o Opera Mundi, sua abolição aconteceu em 1969, embora outros crimes fossem sujeitos a pena, como espionagem e pirataria seguida de violência.


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