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Peter Stumpp: O serial killer conhecido como o lobisomem de Bedburg

Assassino da Alemanha medieval foi acusado de praticar magia negra e matar mulheres e crianças

Letícia Yazbek Publicado em 24/09/2019, às 13h54

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- Crédito: Reprodução

Acusado de ser um assassino em série e canibal, o agricultor alemão Peter Stumpp ficou conhecido como o lobisomem de Bedburg. Nascido em 1525, ele fez parte de uma importante família da comunidade rural em Epprath, em Bedburg, Alemanha.

Por volta de 1580, Peter ficou viúvo e passou a criar sozinho seus dois filhos, uma garota de 15 anos e um menino de idade desconhecida. Ele parecia ser um homem comum e um pai dedicado, até que surgiram rumores de abuso sexual contra a própria filha.

Além disso, Peter teria mantido um relacionamento íntimo com uma parente chamada Katharina Trump, o que também era considerado incestuoso pela Igreja.

Entre 1564 e 1569, boatos que circularam pela cidade fizeram de Peter o principal suspeito de cometer uma série de assassinatos — os corpos esquartejados de 14 crianças e duas mulheres grávidas foram encontrados nas florestas de Bedburg.

Representação da tortura sofrida por Peter Stumpp / Crédito: Reprodução

 

Logo surgiram diversas histórias sobre Peter Stumpp. Diziam que o homem se transformava em lobisomem graças a um cinturão mágico que havia ganhado do diabo. Também foi acusado de se alimentar do sangue e da carne das vítimas, e de devorar animais dos fazendeiros locais.

Capturado e torturado, Peter confessou que se envolvia com magia negra desde os 12 anos, e que tinha contato frequente com um demônio de aparência feminina que suga a energia dos humanos com quem faz mantinha relações sexuais.

Nas sessões de tortura, o serial killer era amarrado a uma roda, que quebrava seus ossos e arrancava pedaços de sua carne. Condenado por um tribunal da cidade de Colônia, Peter foi executado em outubro de 1589: foi decapitado e teve a cabeça jogada em uma fogueira.