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Petra Pazsitka, a vítima de um homicídio que foi encontrada viva 31 anos depois

Em 1984, a jovem alemã desapareceu e foi dada como morta, depois que um homem assumiu a culpa pelo suposto assassinato

Pamela Malva Publicado em 15/11/2020, às 09h00

Uma das poucas fotos de Petra que foram divulgadas no caso
Uma das poucas fotos de Petra que foram divulgadas no caso - Divulgação/Youtube

Em meados de 1984, Petra Pazsitka, de 24 anos, vivia uma vida normal em Braunschweig, na Alemanha. Estudante de Ciências da computação, a jovem dividia uma casa com outros universitários e tinha uma boa relação com sua família.

No dia 26 de julho daquele ano, no entanto, Petra não compareceu ao aniversário do irmão mais novo, por quem ela sentia muito apreço. Sua ausência logo alarmou a família, fazendo com que todos pensassem que algo estranho estava acontecendo.

Mais do que rapidamente, então, a polícia foi chamada e, em pouco tempo, a garota foi dada como desaparecida. Foram três décadas de luto profundo até que, de repente, o caso teve uma reviravolta inesperada que chocou o mundo.

Retrato da jovem Petra / Crédito: Divulgação/Youtube

 

Vítima de assassinato

Logo que as investigações começaram com o objetivo de localizar Petra, um segundo caso chamou a atenção da polícia. Acusado de assassinar outra adolescente, um alemão já sob custódia poderia estar envolvido no desaparecimento da jovem.

Dessa forma, enquanto equipes de busca procuravam por Petra nas redondezas dos locais onde ela foi vista pela última vez, outros oficiais tentavam descobrir a verdade na delegacia. A ideia, portanto, era interrogar o suspeito para conseguir alguma pista.

Já condenado pelo estupro e pelo homicídio de uma garota de 14 anos, o homem, então, assumiu a culpa pela suposta morte de Petra. Sendo assim, ainda que o corpo dela nunca tenha sido encontrado, a jovem foi dada como morta, em 1989.

Fotografia de Petra tirada enquanto ela andava de bicicleta / Crédito: Divulgação/Youtube

 

Golpe de crueldade

A família de Petra recebeu a notícia com grande pesar. Eles mal podiam acreditar que a garota, tão gentil e cheia de vida, passou de uma pessoa desaparecida para tornar-se vítima de um assassino cruel, que não tinha qualquer motivo para matá-la.

Foram 31 anos de pura angústia, sabendo que o corpo de Petra nunca foi encontrado. Os pais e o irmão da garota sequer puderam fazer um enterro próprio em homenagem à estudante. O problema é que a história estava prestes a ficar muito mais confusa.

Nesse sentido, tudo mudou em meados de 2015, quando a polícia alemã foi investigar um caso de roubo comum e, de repente, encontrou uma história curiosa. Tratava-se de uma mulher de 55 anos que não tinha qualquer documento em seu nome.

Uma das poucas fotos de Petra que foram divulgadas, ao lado de um documento dela / Crédito: Divulgação/Youtube

 

Fora dos trilhos

Tudo começou em setembro de 2015, quando uma senhora conhecida apenas pelo nome Mrs. Schneider acionou a polícia da cidade de Dusseldorf. Segundo ela própria, sua casa teria sido roubada e, por isso, queria preencher uma denúncia.

Quando perguntada sobre seus documentos básicos, no entanto, a mulher não soube explicar sua situação e a verdade foi finalmente revelada. Aquela, os oficiais descobriram, era Petra Pazsitka, a jovem alemã que já estava morta há décadas.

Não demorou até que a polícia descobrisse cada passo dado por Petra desde que ela desapareceu dos registros do país. Foram anos vivendo como um fantasma, sozinha, sem quaisquer documentos, completamente apagada do mapa.

Petra durante uma entrevista / Crédito: Divulgação/Youtube

 

Uma mulher solitária

Mais tarde, Petra revelou que morou em Dusseldorf por 11 anos, depois de se mudar diversas vezes. Ganhando dinheiro com atividades ilícitas, que nunca foram definidas pelos oficiais, ela não tinha conta bancária e pagava suas despesas em dinheiro vivo.

Uma vez descoberta, Petra apareceu nas manchetes de diversos jornais em uma revelação que, para sua mãe e irmão, foi impossível de explicar. De volta ao mapa e aos sistemas alemães, então, ela não foi acusada por suas atitudes, já que, segundo a polícia, não cometeu qualquer atividade suspeita, como falsificar documentos, por exemplo.

No final, ao invés de morta ou desaparecida, Petrahavia fugido de sua antiga vida. O motivo, no entanto, nunca foi revelado pela mulher, que não demonstrou qualquer vontade de reencontrar sua família, mesmo depois da reviravolta.


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