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Entenda como o Plano Marshall, assinado por Harry Truman em 1948, salvou a Europa após o fim da Segunda Guerra Mundial

Há 71 anos, presidente dos EUA autorizou o pagamento de US$ 12 bilhões em ajuda para países afetados pela Segunda Guerra

Letícia Yazbek Publicado em 03/04/2019, às 11h00

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Em 3 de abril de 1948, o então presidente dos Estados Unidos, Harry Truman, assinava o Plano Marshall, conhecido oficialmente como Programa de Recuperação Europeia e batizado em homenagem ao seu idealizador, George Catlett Marshall, general do exército americano.

A iniciativa foi o principal plano do país para auxiliar na reconstrução das economias afetadas pela Segunda Guerra Mundial e reorganizar a economia mundial sob seus próprios métodos.

O plano, desenvolvido durante um encontro com os Estados europeus participantes em julho de 1947, também tinha o objetivo de evitar a ascensão do comunismo e o colapso de países que enfrentavam graves crises, como a Alemanha.

A União Soviética e os países da Europa Oriental foram convidados a participar da iniciativa, mas Josef Stalin considerou o convite uma ameaça e proibiu o envolvimento dos países controlados pela URSS.

Ao assinar o Plano Marshall, Truman autorizou o auxílio de cerca de 12 bilhões de dólares (o equivalente a 145 bilhões de dólares e 558 bilhões de reais atualmente) aos europeus. Esse valor, dividido entre os países, foi utilizado principalmente para a reconstrução de edificações e indústrias, importação de alimentos e mercadorias industrializadas, e financiamento da agricultura.

O Plano Marshall vigorou de 1947 a 1951, distribuindo a quantia aos países ao longo desses anos. No total, 16 nações foram beneficiadas pelo plano.

O Reino Unido recebeu a maior quantidade do valor – cerca de 3,2 bilhões de dólares –, seguido pela França (2,2 bilhões de dólares) e Alemanha (1,4 bilhão). Itália, Holanda, Bélgica, Suíça, Áustria, Dinamarca e Noruega também estão entre os países auxiliados.

A ajuda dos EUA garantiu altas taxas de crescimento econômico aos países da Europa Ocidental nas décadas posteriores. A recuperação econômica e a melhoria nos níveis de consumo material da população desses países, aliada a uma forte estrutura estatal, mostraram ao mundo que o capitalismo ocidental era melhor e mais eficiente do que o comunismo.