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O plano secreto de Hitler: Matar a população de Moscou e transformar a capital em um lago artificial

O Füher pretendia dividir o Leste Europeu em diversos setores e acabar com qualquer chance de resistência dos russos contra a ocupação

André Nogueira Publicado em 26/08/2019, às 14h00

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- Reprodução

Dos planos de Hitler para a Europa, poucos se comparam com os objetivos que o ditador tinha para a Rússia e a Europa Oriental. Estes eram brutais e consideravelmente impiedosos. A insana ideia do ditador seria compilado no Projeto Geral Ost (ou Plano Mestre para o Leste).

Segundo o projeto, os povos originários eslavos do oriente europeu seriam sistematicamente removidos ou escravizados; isso porque eles - russos, ucranianos e poloneses - eram considerados inferiores na ideologia nazista.

A noção nazista de Espaço Vital (Lebensraum) ditava que a raça ariana, superior, tinha como objetivo e direito a remoção de qualquer descendência racial inferior para a melhor administração das forças produtivas de uma Alemanha continental.

Os planos dos nazistas foram frustrados pelo próprio Oriente / Crédito: Wikimedia Commons

 

Os eslavos, então, deveriam ser exterminados pela escravização radical ou deportados em massa para além dos limites da Europa, para a Sibéria. Em qualquer caso, deveriam morrer em benefício dos alemães.

O objetivo inicial de Hitler com a Operação Barbarossa focava além da ocupação completa do território soviético, mas na tomada de uma área limitada pelo que os nazistas conheciam como Linha Geral Volga-Archangelsk, ou Linha AA. Ou seja, a dominação alemã da URSS objetivava a anexação da região limitada a norte por Arkhangelsk (Mar Branco) e a sul pela foz do Volga, no Mar Cáspio (Astrakhan).

Comissariado da Ucrânia / Crédito: Reprodução

 

À medida que os territórios da Europa Oriental eram tomados pela Alemanha, acabavam sendo colocados sob supervisão de Alfred Rosenberg, chefe do Ministério do Reich. De grande influência, Rosenberg foi um dos grandes responsáveis pela disseminação das ideologias de superioridade racial ariana e Espaço Vital.

Então, os territórios seriam divididos, inicialmente, em quatro Reichskommissariats, administrado por um comissário. Cada Reichskommissar se reportaria e responderia apenas a si mesmo, pela dificuldade de administração da região.

A Rússia formaria um deles, inicialmente Reichskommissariat Russland, mas logo se tornaria Reichskommissariat Moskowien. A Bielorrússia e alguns territórios russos formariam o Reichskommissariat Ostland. A Ucrânia e a Romênia, o Reichskommissariat Ukraine. O Sul da Rússia e o Cáucaso formariam o Reichskommissariat Kaukasus.

Comissariado do Cáucaso / Crédito: Reprodução

 

Porém, os planos de Hitler foram engavetados a partir da Batalha de Moscou, em que o Exército Vermelho virou o jogo e começou a avançar em cima do território antes ocupado pelo Reich. O quadro se reverteu ao ponto de que os soviéticos ocuparam Berlim e nenhum Reichskommissariat sobreviveu além de 1944.

Documentos recentes apontam que os planos de Hitler, porém, estendiam-se além da administração dos territórios ocupados. Descobriu-se que o fuhrer objetivava, inicialmente, transformar Moscou na capital dos territórios alemães no Oriente, mas durante a guerra ele teria mudado de ideia, temendo uma revolta generalizada de moscovitas.

Então, o plano foi revertido numa potencial tragédia: após a ocupação, os alemães destruiriam a cidade, matando o máximo de russos possível e, depois, destruiriam parte dos canais do Rio Volga, fazendo com que a capital fosse inundada e transformada em um lago artificial.