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Planos, anel de diamante e paparazzis: o último dia da princesa Diana

O que era para ser um sábado de mudanças radicais para Lady Di acabou se tornando uma tragédia

Isabela Barreiros Publicado em 17/05/2020, às 10h00

A Princesa Diana de Gales
A Princesa Diana de Gales - Getty Images

O dia era 30 de agosto de 1997. Em uma manhã tranquila, a princesa Diana começava o dia no convés do iate de seu amado, o empresário egípcio Dodi Al Fayed. Os dois tomavam café enquanto comiam croissants e geleias, admirando uma bela vista na ilha mediterrânea da Sardenha.

Após divorciar-se do príncipe de Gales, Charles, a moça iniciou um relacionamento inesperado e agitado com Fayed. Mas sua atitude e personalidade fizeram com que ela se tornasse uma das mulheres mais importantes — e fotografadas — da época, o que persistiu depois do rompimento com a realeza.

Diana afastando fotógrafos da imprensa / Crédito: Divulgação

 

Em uma entrevista para o jornal Daily Mail, um amigo íntimo de Lady Di, Richard Kay, relembrou aquele fatídico sábado. Ela havia ligado para ele, dizendo que havia decidido mudar radicalmente sua vida". Era, sim, um dia de mudança.

Kay disse que ela explicou seu plano: "ela iria completar suas obrigações para com as instituições de caridade e, então, por volta de novembro, se retiraria completamente de sua vida pública formal". Faltou apenas dizer o motivo para tamanha decisão, mas ele tinha um palpite. “Não posso dizer com certeza que eles se casariam, mas, na minha opinião, era provável”, disse.

Por mais que a intensidade do romance viesse a se tornar objeto de questionamento nos anos seguintes, o fato é que Fayed ia pedir a moça em casamento naquele dia. E ela estava pressentindo aquilo, exatamente por estabelecer o futuro de sua vida. Ele estava pronto: comprou um anel de diamante caríssimo e esperou que chegasse à noite para, enfim, propor a união.

Mas o plano não saiu tão simples quanto o esperado pelo egípcio. Eles foram para Paris, na França, e sua futura noiva estava sendo constantemente seguida por fotógrafos e paparazzis que, muitas vezes, não respeitavam sua intimidade. Isso viria a ser um problema cada vez que eles saíssem do hotel em que estavam.

Últimas imagens registradas de Diana e Dodi, no hotel Ritz / Crédito: Divulgação

 

Cada um seguiu para seus compromissos ao longo do dia, Diana encontrando seus filhos e amigos e indo ao cabelereiro, e Fayed com seu apontamento mais importante: buscar o anel. Quando anoiteceu, o casal decidiu ir até o bistrô Chez Benoit, não muito longe do centro parisiense. Porém, mais uma vez, a exposição causou incômodos.

"Mal pediram começaram a sentir os olhares indiscretos de outros clientes", escreveram os ex-repórteres da revista Time, Tom Sancton e Scott MacLeod, no livro Death of a Princess: The Investigation (1998) (A morte de uma princesa: uma investigação). Optaram, então, por voltar ao hotel em que estavam, mas ainda havia um problema, na verdade, vários: os fotógrafos. Um plano é bolado para tentar enganá-los.

À 0h18 uma Mercedes S280 levando Lady Di, Fayed e o guarda-costas Trevor Rees-Jones, conduzida por Henri Paul, segurança do hotel, saía pela porta dos fundos, enquanto outro carro tentava chamar a atenção dos paparazzis.

Cinco minutos depois, o veículo que carregava a princesa entra no túnel Ponte d’Alma a 90 quilômetros por hora, bate de leve na traseira de um Uno Branco e colide com uma pilastra. O empresário morre na hora. Diana, algumas horas depois, no hospital.

Veículo após o acidente / Crédito: Divulgação

 

"O anel estava na mesa de cabeceira do quarto. Dodi havia verificado para garantir que tivessem várias garrafas de Dom Pérignon no gelo durante o grande momento”, descreveu Christopher Andersen no livro The Day Diana Died (1998) (O dia em que Diana morreu, em tradução livre).

O pedido nunca aconteceu, e a moça não teve a oportunidade de transformar sua vida como havia afirmado ainda pela manhã. Mas aquele dia marcou o mundo: a morte de Diana foi motivo de luto de muitas pessoas.

Depois disso, começaram as especulações e teorias da conspiração se, de fato, o acidente havia sido causado por um motorista bêbado. Especulações apontavam que ela estava grávida do namorado e que a família real não admitia que mãe de William e Harry tivesse um filho muçulmano.

"Para a mãe do futuro rei da Inglaterra gerar o filho de um árabe muçulmano, um filho que seria meio irmão do herdeiro do trono, seria embaraçoso aos olhos da família real e do establishment dominante", afirmaram Sancton e MacLeod na obra sobre a princesa.

O que persiste hoje é a indagação sobre o que teria acontecido de verdade naquela madrugada de 31 de agosto de 1997 — e o triste sentimento de perda por Lady Di, que conquistou o Reino Unido e o mundo.


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