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Por que a filha de Elizabeth II ocupa a 15° posição no trono?

Embora a princesa Anne seja a segunda filha da rainha da Inglaterra, existe uma longa fila até que ela se torne monarca; entenda o motivo

Alana Sousa Publicado em 27/06/2021, às 11h00

Rainha Elizabeth II e a Princesa Anne no Braemar Highland Gathering em 2018
Rainha Elizabeth II e a Princesa Anne no Braemar Highland Gathering em 2018 - Getty Images

A linha de sucessão ao trono britânico é sempre motivo de controvérsia. Seja por sua complexidade ou pelo frequente nascimento de mais membros da família real, as posições dos filhos, netos e bisnetos de Elizabeth II na espera pelo poder estão sempre em mudança.

É fato que a monarca teve apenas uma filha mulher, que nasceu depois de Charles, em 1950. Apesar de ser a segunda filha da soberana, a princesa Anne ocupa uma posição não tão privilegiada e é uma das mais distantes na disputa pela coroa.

Ocupando a 15° posição, é possível que jamais vejamos Anne sentar-se no trono e se tornar rainha. Isso porque uma série de regras antigas e um tanto quanto retrógradas colocaram a inglesa no final da lista.

Princesa Anne no ano de 2015 / Crédito: Getty Images

 

Por que Anne está na 15° posição para assumir o trono?

Para entender o motivo por trás da desvantagem da princesa, primeiro devemos relembrar a ordem atual de sucessão ao trono. Em primeiro lugar temos Charles, primogênito de Elizabeth e o próximo a liderar a monarquia do Reino Unido.

Em seguida, está William, filho mais velho de Charles e Diana. Logo depois, estão os três filhos do Duque de Cambridge, George, Charlotte e Louis, que assumiriam o poder nessa ordem exata.

Próximos na lista estão Harry, o duque de Sussex, e seus dois filhos, Archie e a recém-nascidaLilibet Diana. Por Charles ser o mais velho, sua família inteira é favorecida na disputa pela coroa.

A partir daí, a lista começa a mudar drasticamente. O que seria para ser o lugar de Anne, já que ela é a segunda filha de Elizabeth, é, na verdade, a posição de Andrew. O príncipe que se afastou dos deveres reais após escândalos, apesar de ser mais novo, assume antes o poder que a irmã.

Rainha Elizabeth II, príncipe Charles, príncipe William e príncipe George / Crédito: Divulgação/Instagram/Ranald Mackechnie

 

Depois, estão suas duas filhas: as princesas Beatrice e Eugenie. Seguindo a lista, está o filho de Eugenie, August. E então, o príncipe Edward — irmão caçula de Anne — e seus dois filhos, Severn e Louise.

Apenas após as 14 pessoas, que Anne poderá se tornar rainha, algo improvável, visto que ela já tem 70 anos de idade.

A razão por trás da ordem de sucessão nada mais é que uma antiga lei que indica que o filho primogênito do monarca em vigor sempre será o próximo na linha; quando isso não é possível, a coroa é passada para o próximo filho na espera.

Além do protocolo real, o fato de Anne ser mulher também influenciou em sua posição. Antes, quando não havia um filho homem para assumir o trono, o poder era passado para a próxima pessoa do gênero masculino na espera. Isso só não aconteceu com Elizabeth II, visto que ela tinha apenas uma irmã, a princesa Margaret.

No entanto, assim foi com Charles, Andrew e Edward, deixando Anne por último, apesar de seu direito por nascimento.

Princesa Anne em Cowes, Inglaterra, em 2021 / Crédito: Getty Images

 

A lei só foi alterada em 2013, pouco antes de William e Kate darem à luz ao primeiro filho, George. A alteração permitiu que Charlotte garantisse seu lugar na fila e se assegurasse da oportunidade de ser rainha; algo que não ocorreu com Anne, segundo o site Woman and Home.

Na época, o primeiro-ministro David Cameron, comentou sobre a decisão de Elizabeth II: “A ideia de que um filho mais novo deve se tornar monarca em vez de uma filha mais velha simplesmente porque é homem, ou que um futuro monarca pode se casar com alguém de qualquer religião, exceto católica — esta maneira de pensar está em desacordo com os países modernos em que nos tornamos”.

Mesmo que para Charlotte e Lilibet Diana a alteração seja favorável, para Anne foi tarde demais. Ainda que seja uma das mais respeitadas mulheres na monarquia, seus dias como rainha provavelmente não chegarão.


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