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Por que Quincy Jones disse que nunca trabalharia com Elvis Presley?

O produtor estadunidense que ganhou mais Grammys na história da premiação foi enfático ao dizer que não faria parcerias com o Rei do Rock

Ingredi Brunato, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 27/05/2021, às 07h00

Montagem com Quincy à esquerda e Elvis à direita
Montagem com Quincy à esquerda e Elvis à direita - Getty Images

Na última quinta-feira, 20, o lendário Quincy Jones deu uma entrevista ao The Hollywood Reporter em que revelou curiosidades a respeito de sua trajetória e visões de mundo. O renomado produtor e compositor norte-americano é conhecido, entre outras coisas, por ter trabalhado com artistas que marcaram eras, como Frank Sinatra e Michael Jackson

Em seus quase 70 anos na indústria do entretenimento, o consagrado artista ainda foi capaz de acumular o número recordista de 80 indicações ao Grammy. E não para por aí: ele também levou o prêmio musical para casa em 28 ocasiões, o que é outro recorde, nesse caso em que ele está empatado com a Beyoncé. As informações estão disponíveis no site da premiação. 

Tendo em vista a extensa e bem-sucedida carreira de Quincy, é de imaginar que sua opinião tenha grande valor dentro da indústria musical. No caso da entrevista recente, contudo, o produtor negro deu seu parecer mais do ponto de vista pessoal que do profissional em si ao falar de Elvis Presley

Fotografia de Elvis / Crédito: Wikimedia Commons

 

Preconceito 

Ao ser perguntado se já havia trabalhado com aquele que é considerado o Rei do Rock, Jones foi enfático: “Não. Eu não trabalharia com ele”. O motivo dataria de um episódio ocorrido nos anos 50, de acordo com o produtor. 

Na época, Quincy estava compondo músicas para o trombonista e líder de orquestra Tommy Dorsey, quando teve um encontro desagradável com o famoso cantor.  

Tommy disse ‘Eu não quero tocar com ele’, e ele [Elvis] foi um racista filho da…”, relatou o produtor estadunidense durante a conversa com Seth Abramovitch, jornalista do The Hollywood Reporter. Antes de terminar de dizer o insulto, todavia, decidiu se interromper: “Melhor eu calar a boca agora”, concluiu em seguida, preferindo abster-se de explicar mais profundamente o caso. 

Fotografia de Elvis Presley / Crédito: Getty Images 

 

Jones acrescentou que toda vez que se deparava com Presley, o cantor estava recebendo lições de canto de Otis Blackwell. O segundo, no caso, é o artista que criou alguns dos maiores sucessos do Rei do Rock, como “Don’t Be Cruel”, por exemplo. 

Vale pontuar que o comentário é metafórico, todavia, uma vez que as duas figuras nunca se conheceram pessoalmente, de acordo com o que foi revelado pelo compositor negro em uma entrevista de 1984 no programa de entrevistas do apresentador estadunidense David Letterman.

Fotografia de Otis Blackwell / Crédito: Divulgação/ Rockhall.com

 

Assim, Quincy estaria dizendo que houveram ocasiões em que Otis teria, através das músicas que compunha, ensinando Elvis a cantar no estilo que ele cantava.

Inclusive, é por vezes considerado polêmico que o Rei do Rock, embora não costumasse escrever suas músicas, sempre recebesse 50% do crédito delas, o que era exigido como um pré-requisito antes que o artista as gravasse. 

Outro detalhe é que muito do trabalho do artista foi pesadamente influenciado pelos gêneros musicais criados pela comunidade negra. As informações foram documentadas pelo site PlayBack.FM. 


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