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Preto Amaral, o primeiro serial killer brasileiro

Perseguindo e matando homens, o criminoso ficou conhecido como o primeiro assassino em série do país

Caio Tortamano Publicado em 02/01/2020, às 14h18

Preto Amaral é tido como o primeiro serial killer brasileiro
Preto Amaral é tido como o primeiro serial killer brasileiro - Reprodução

Nascido de escravos, José Augusto do Amaral tornou-se livre aos 17 anos através da Lei Áurea. Como as opções de trabalho para filhos de escravos eram muito escassas, se alistou no exército brasileiro e guerreou, inclusive, na guerra de Canudos.

A figura de um homem preocupado com a situação próprio país acaba por aí, e a narrativa muda completamente quando sabemos que José é mais conhecido como Preto Amaral, o primeiro serial killer brasileiro.

Amaral teve três mortes confirmadas, das quais ele confessou todas. Sua primeira vítima tinha 27 anos, e os dois se encontraram casualmente na praça Tiradentes. O corpo acabou sendo encontrado perto o aeroporto Campo de Marte, na zona norte de São Paulo.

José havia se mudado para a capital paulista e onde fazia pequenos trabalhos. Certa vez, enquanto vendia balões, atraiu sua segunda vítima, de apenas 10 anos, matando a criança na véspera de natal em 1926. O menino só seria encontrado 13 dias após a a sua brutal morte.

A terceira e última vítima tinha 15 anos, era um menino chamado Antônio Lemos que passeave tranquilamente pelo Mercado Municipal quando foi abordado pelo assassino, que a essa altura já cultivava um sádico modus operandi com suas presas.

Depois de atraí-los para um local isolado, Preto estrangulava as vítimas e depois de tê-las asfixiadas ele praticava necrofilia com seus corpos ainda "quentes". Ele seguiu um padrão: todos homens, somente um era adulto, e buscava presas fáceis que não teriam força para reagir.

O sádico assassino foi pego por azar, enquanto tentava fazer a sua quarta vítima, um engraxate de apenas 9 anos. Enquanto estrangulava o garoto embaixo de um viaduto, Preto escutou vozes e fugiu abandonando a vítima.

Quando ele voltou para tentar terminar o trabalho, o garoto havia sumido. O menino foi rápido, e se dirigiu para uma delegacia e relatou o ocorrido.

Mesmo depois de sua prisão, homicídios semelhantes continuaram a acontecer, aumentando ainda mais a repercussão do que seria considerado o primeiro serial killer brasileiro. Preto Amaral morreu de tuberculose na prisão, antes mesmo de ser julgado.


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Casos de Família: Arquivos Richthofen e Arquivos Nardoni: Abra os arquivos policiais, de Ilana Casoy (2016)

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O pior dos crimes: A história do assassinato de Isabella Nardoni, de Rogério Pagnan (2018)

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