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A princesa que recusou 7 milhões de reais para casar com um plebeu

Embora o relacionamento da princesa tenha sido alvo de desaprovação por parte da população japonesa por anos, isso não a impediu de, no fim, seguir seu coração

Ingredi Brunato, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 30/10/2021, às 09h00

Princesa Mako
Princesa Mako - Getty Images

Na última terça-feira, 26, ocorreu o casamento entre a Princesa Makoe Kei Komuro, um homem com quem a integrante da Família Imperial do Japão namorava fazia anos.

Ela conheceu o pretendente quando frequentou a Universidade Internacional Cristã de Tóquio, onde fez o curso de Arte e Patrimônio Cultural, e já começou seu relacionamento com ele nessa época.

A despeito disso, Mako apenas introduziu Kei ao público japonês no ano de 2017, que foi quando o casal anunciou seu noivado, dando um caráter mais sério à sua relação. O episódio gerou controvérsia pelo país, e, mesmo quatro anos depois, existem muitos que desaprovam profundamente a união dos dois. 

A princesa e o plebeu

Esse descontentamento chegou a motivar a realização de um protesto contra o matrimônio, que ocorreu no mesmo dia da celebração. Segundo repercutido por uma matéria do Terra, Kumoro é por vezes considerado um parceiro inadequado para uma princesa.

Ele foi criticado nas tabloides japoneses recentemente por usar um rabo de cavalo, por exemplo, que foi julgado como inapropriado. Infelizmente, é apenas uma das muitas críticas que já recebeu. 

Ao longo dos anos, um motivo recorrente de escrutínio é a origem humilde do amado de Mako. Isso fez com que a situação econômica da família do homem fosse frequentemente trazida à tona por aqueles que são contrários à relação. 

Amor vencendo barreiras

Conforme revelado por seu parceiro à AFP, a integrante da Família Real Japonesa chegou a desenvolver Transtorno de Estresse Pós-Traumático por conta da cobertura midiática negativa que recebeu por suas escolhas amorosas. 

Apesar de toda a oposição enfrentada, contudo, a princesa, que atualmente tem 30 anos de idade, está certa a respeito de que seu coração quer. 

"Lamento o transtorno causado e sou grata por aqueles (...) que continuaram a me apoiar. Para mim, Kei é insubstituível — o casamento foi uma escolha necessária para nós", afirmou a moça de sangue azul à NHK, uma emissora japonesa. 

Vida nova

Após o casamento, Mako iniciou um capítulo de sua vida que foi em rumos diagonalmente diferentes do anterior. Ela assumiu o sobrenome do marido, por exemplo, o que fez com que perdesse seu título real, e anunciou que estaria se mudando com ele para os Estados Unidos. 

Para completar, embora a integrante da realeza japonesa tivesse direito a uma quantia equivalente a cerca de 7,2 milhões de reais ao cortar seus laços com a família imperial, ela recusou o valor, de forma que a riqueza de linhagem real parece ter sido mais uma parte de seu passado que decidiu deixar para trás. 

Fotografia de Kei Komuro e Princesa Mako em coletiva de imprensa após casarem-se / Crédito: Getty Images

 

Até mesmo durante sua celebração matrimonial a princesa optou por não seguir os ritos tradicionais para o casamento de alguém de sangue azul, preferindo uma cerimônia mais simples. Ela foi a primeira mulher da realeza do Japão a tomar as atitudes citadas. 

O caso de Mako e Kei foi inevitavelmente comparado com o de Príncipe Henry e Meghan Markle, que romperam seus laços com a Monarquia Britânica e também viajaram posteriormente para os Estados Unidos a fim de recomeçar suas vidas em um novo local.