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Robôs sexuais: Seriam eles o futuro das relações humanas?

Especialistas acreditam que dentro de 50 anos, o sexo com robôs será uma prática normal

Caio Tortamano Publicado em 22/01/2020, às 08h00

Bonecas sexuais robôs
Bonecas sexuais robôs - Divulgação

Os avanços do mundo tecnológico surpreendem pela praticidade e aplicações no dia a dia. De geladeiras inteligentes a aspiradores de pó autônomos: são infinitas as oportunidades que a indústria de tecnologia busca facilitar e se inserir.

A abrangência é tanta que mesmo em nossas relações pessoais elas já estão presentes, como em aplicativos de paquera. Entretanto, a provável tendência para o futuro seja de que a inteligência artificial passe a ser utilizada de maneira “ativa” nas relações interpessoais, com robôs sexuais.

Hoje em dia já existem empresas que desenvolvem robôs para proporcionar prazer sexual aos seus compradores. A psicóloga Helen Driscoll, da University of Sunderland, é especialista em questões sexuais e acredita que em 2070 não somente o sexo com robôs será aceito socialmente, como também será mais popular do que relações entre humanos.

Atualmente, o status de normalidade ainda está distante e muitas questões morais são alçadas em cada passo dado ao futuro. Como a tecnologia vai registrar os fetiches e vontades específicas de seus usuários? Onde eles estarão armazenados? Como serão protegidos da ação de hackers?

Perguntas como essas poderiam ser respondidas com a regulação governamental da prática de relacionamento. Em 2018, a prefeitura da cidade de Houston, nos Estados Unidos, proibiu que fosse aberto o primeiro bordel robótico do país. A pressão veio da comunidade religiosa da cidade, que foi contra a abertura do negócio afirmando que a prática destruiria famílias.

Mas nada impede que sejam criados parceiros robóticos, que atendam todas as práticas e tarefas cabíveis a um parceiro afetivo que não necessariamente o sexo. Se ele ajuda em todo tipo de tarefa, como lavar louça ou até mesmo preparar comida, e também prática o coito como uma atividade não primária, ele seria considerado um robô sexual?

Em 2016, um designer gráfico chamado Ricky Ma, criou no quintal de sua casa um robô quase idêntico à atriz Scarlett Johansson, sem a autorização da mesma. Por mais que a criação não seja rica em detalhes mecânicos é muito parecida esteticamente, especialmente em suas partes íntimas. Mesmo assim, Ma afirmou que não se tratava de nenhum experimento erótico, mas sim de ajudar as pessoas em qualquer tipo de tarefa.

Robô criado pelo homem (esq.) e atriz Scarlett Johansson (dir.) / Crédito: Reprodução Youtube e Getty Images

 

E se forem criados robôs com aspecto infantil? No congresso dos Estados Unidos (país esse que parece muito preocupado com essas questões), um projeto chamado Lei de Restrição a Robôs Eletrônicos Pedófilos Realistas para Exploração (CREEPER, na sigla em inglês) foi apresentado e aprovado em 2017 e proíbe a comercialização de dispositivos com essa característica.

A tendência é que robôs assim sejam proibidos em outros lugares do mundo se um dia as práticas sexuais com autômatos se tornarem frequentes, mesmo eles não sendo efetivamente crianças.

Claramente existem mais perguntas do que respostas para a questão central da discussão. Os robôs já estão inseridos em basicamente todo campo de atuação do homem, seriam as relações sexuais apenas mais um desses campos?


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