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Qual era a posição da irmã de Elizabeth II na linha de sucessão ao trono?

Quando nasceu, princesa Margaret tinha uma colocação privilegiada que se transformou com o passar do tempo. Entenda!

Penélope Coelho Publicado em 07/07/2021, às 11h02

Fotografia da Princesa Margaret
Fotografia da Princesa Margaret - Getty Images

No ano de 1923, o segundo filho do rei George V, Albert Frederick Arthur George, posteriormente chamado de rei George VI, se casou com Lady Elizabeth Bowes-Lyon, a filha mais jovem de um nobre conde.

O casamento rendeu frutos, duas meninas: Elizabeth, nascida em 1926 e Margaret, que veio ao mundo em 1930.

Na época, com seu pai sendo o segundo da linha de sucessão ao trono britânico, a pequena princesa Margaret não esperava que teria tantas responsabilidades na monarquia.

Contudo, quando o irmão mais velho de George, rei Edward VIII, abdicou da Coroa em 1936, para poder se casar com a divorciada socialite norte-americana, Wallis Simpson, tudo mudou, já que seu pai se tornaria o  monarca.

Consequentemente, as mudanças também atingiram as então princesas Elizabeth e Margaret, que nessa situação, se tornaram respectivamente a segunda e terceira pessoa na fila para assumir o trono.

Princesa Margaret em um baile no ano de 1978 / Crédito: Getty Images 

 

Ficando para trás 

Ao final da década de 1940, Lilibet percebeu que era hora de começar a se preparar para se tornar rainha, à medida que via a saúde do pai de deteriorar.

Em 6 de fevereiro de 1952, o rei não resistiu a uma trombose coronária e faleceu. Mais tarde naquele mesmo ano, sua filha mais velha assumiu o posto do pai.

De acordo com informações publicadas em uma reportagem da revista Elle, em novembro de 2020, quando sua irmã Elizabeth II se tornou rainha, Margaret, passou a ser a segunda na linha de sucessão, assumindo um posto privilegiado. Mas essa realidade foi alterada com o passar dos anos.

De acordo com as regras da monarquia, quem encabeça a lista é sempre o primeiro filho ou filha de um monarca e assim por diante.

No caso do rei ou rainha não ter filhos, a ordem segue para a chamada linha colateral mais próxima, na maioria das vezes um irmão ou irmã, como no caso de Margaret.

Contudo, quando a soberana se casou com o então tenente da marinha real britânica, Philip Mountbatten, em 20 de novembro de 1947, a situação mudou, já que não demorou muito para que o casal tivesse o primeiro filho, príncipe Charles, em 1948, o que deixou a irmã mais nova da rainha para trás na fila do trono.

Com o nascimento dos outros três filhos da monarca, Anne, Andrew e Edward, a possibilidade de um dia se tornar rainha ficou ainda mais distante para Margaret.

Novas perspectivas 

Quando o filho mais velho de Elizabeth II se casou com Diana Spencer, em 1981, era natural a espera por herdeiros.

Com a chegada de William e Harry, era praticamente impossível que a princesa um dia assumisse o trono. Nessa época, ela era a nona na linha de sucessão, já que Anne também teve dois filhos.

Príncipe Charles, Diana e Margaret em 1985 / Crédito: Getty Images 

 

Mas nessa altura, essa já não era mais uma preocupação de Margaret, que na década de 1980 enfrentou diversos problemas de saúde.

Na ocasião, a nobre passou por cirurgias e precisou retirar um pedaço do pulmão, o órgão deteriorou principalmente em decorrência de seu vício em cigarro.

Contudo, na época, Margaret — que sempre foi uma figura polêmica envolvida em escândalos de traição — passou a ser vista com mais carinho pela imprensa e também pelos súditos.

Mesmo longe de assumir o trono, ao fim de sua vida, a princesa reafirmou sua responsabilidade na vida pública, desempenhando seu papel e demonstrando apoio à irmã.

A princesa faleceu aos 71 anos, em 9 de fevereiro de 2002, deixando dois filhos, sua irmã mais velha, sobrinhos e sua mãe, que faleceu um mês depois, aos 101 anos.


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