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Afinal, Elizabeth II não queria que a princesa Margaret atuasse como regente?

Documento revelado em 2007 trouxe à tona o desejo controverso da soberana caso algo acontecesse com ela no início de seu reinado

Penélope Coelho Publicado em 16/12/2020, às 12h19 - Atualizado em 11/06/2021, às 07h00

A princesa Margaret em 1955
A princesa Margaret em 1955 - Getty Images

A RainhaElizabeth II é uma das figuras mais icônicas da atualidade — e da História. Aos 94 anos, ela é a monarca que está ocupando a mais tempo o trono do Reino Unido e de mais 15 estados independentes.

Quando a Segunda Guerra Mundial se iniciou, Elizabeth tinha apenas 13 anos de idade. Já nos estágios finais do conflito, a futura rainha, na época com 19 anos, decidiu atuar no serviço militar britânico, como motorista e mecânica.

14 primeiros-ministros já acompanharam a monarca no poder da Grã-Bretanha ao longo de sua extensa vida. Com quase um século de vida, Lilibeth já presenciou diversos momentos históricos marcantes como a Segunda Guerra Mundial e a Corrida Espacial. Além disso, a monarca também coleciona episódios curiosos na sua vida política. Um deles, inclusive, envolve Margaret, irmã da rainha.

A relação entre as irmãs Elizabeth e Margaret é envolta algumas polêmicas, apesar de terem sido muito próximas, as personalidades da Rainha da Inglaterra e da Condessa de Snowdon, muito se diferenciavam.

A princesa Margaret foi tida como a 'primeira celebridade' da realeza britânica, por seu caráter irreverente e pela quebra de tradições da monarquia, como, o seu divórcio — suas atitudes chamavam a atenção do público.

Já a atual chefe de Estado do Reino Unido, é conhecida por seguir corretamente as regras impostas e tentando manter uma trajetória longe de discussões sobre sua vida pessoal.

Contudo, no ano de 2007, cinco anos após a morte de Margaret, um documento oficial veio á tona, revelando mais uma polêmica envolvendo as filhas do rei George VI.

Documentos revelados

Segundo noticiado em uma reportagem publicada pelo portal de notícias G1, com informação da agência EFE, em 5 de agosto de 2007, antes da coroação de Elizabeth II, em junho de 1953, a rainha tomou algumas decisões que só foram reveladas mais de 50 anos depois.

Rainha Elizabeth II e o príncipe Philip após a cerimônia de coroação / Crédito: Getty Images

 

Na ocasião, os documentos que perderam o caráter secreto em 2007, revelaram uma vontade curiosa da monarca. Segundo os papéis oficiais, no ano de 1953, Elizabeth II discutiu com o governo sobre quem seria o regente da monarquia, caso alguma coisa acontecesse com ela.

Na época, seu primogênito, Charles, era muito novo para assumir o trono, por isso, o Príncipe de Gales precisaria de um regente. De acordo com as Leis da Regência, a princesa Margaret que deveria assumir essa posição caso algo acontecesse com a rainha.

Contudo, na época, a monarca pediu por uma modificação no regulamento, a fim de que pudesse escolher outra pessoa no lugar da Condessa de Snowdon.

A escolha 

No ano em que o assunto foi discutido, a princesa Margaret havia anunciado o intuito de se casar com um homem mais velho e já divorciado, Peter Townsend. Não se sabe com exatidão se a escolha romântica de sua irmã influenciou na decisão sobre outro regente, mas, fato é que a irmã da rainha jamais assumiria essa posição.

Fotografia da Princesa Margaret / Crédito: Getty Images

 

Na época, a jovem rainha alterou as Leis da Regência pedindo para que se alguma coisa acontecesse com ela, seu marido, o príncipe Philip a substituísse até que Charles tivesse idade suficiente para assumir a monarquia britânica.

Em notas retiradas do documento oficial — que foram escritas pelo então secretário do Gabinete, Norman Brook —, a monarca deixou evidente sua vontade. Para ela, seria uma 'afronta' se o duque de Edimburgo fosse colocado em segundo plano no caso de uma fatalidade.

Sabe-se que o pedido da rainha foi formalizado e as alterações requisitadas foram realizadas na Lei de Regência. Contudo, até que a mudança fosse feita, uma longa discussão sobre o assunto se estendeu na realeza.

De acordo com a reportagem de 2007, algumas partes do documento haviam sido rasuradas e censuradas, sabe-se que faltavam também trechos inteiros da deliberação, que, até então, não foram divulgados.


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