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Rastros de destruição: a verdadeira origem do ciclone bomba

Na tarde da terça-feira, 30, o Sul do Brasil foi acometido por um fenômeno climático desconhecido até então. Entenda de onde a condição vem, como se forma e quais são as previsões futuras

Pamela Malva Publicado em 01/07/2020, às 19h30

Imagem meramente ilustrativa de neblina gerada pelo ciclone bomba
Imagem meramente ilustrativa de neblina gerada pelo ciclone bomba - Divulgação/Youtube

Por diversos motivos geográficos e climáticos, os brasileiros não esperam e nem estão acostumados com alguns desastres naturais. Terremotos e furacões são bastante comuns em países vizinhos, mas não no Brasil.

Foi exatamente por isso, pela leve improbabilidade, que muitas pessoas do Sul do país ficaram impressionadas ao olhar pela janela de suas casas na terça-feira, 30. Junto de rajadas de vento e fortes tempestades, um grande ciclone tomou conta da Internet.

De repente, os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul foram acometidos por um fenômeno meteorológico conhecido como ciclone bomba. Sem muitos registros, restou a dúvida: qual é a verdadeira origem dessa condição?

Foto meramente ilustrativa de ciclone bomba no Atlântico norte / Crédito: Wikimedia Commons

 

Do mar para a terra

Já são dez as vítimas fatais do ciclone bomba que atingiu o Sul do Brasil. Vindo do oceano Atlântico, o fenômeno deixou um rastro de destruição por onde passou, danificando inúmeras casas e comércios.

Com um nome tão específico, os ciclones bomba se formam após uma rápida queda na pressão atmosférica — o peso que a coluna de ar faz sobre a Terra. Tudo acontece quando o ar frio do continente se choca com o ar quente do oceano.

Uma vez em contato, os ventos entram em rotação e criam o efeito giratório de um ciclone — um movimento que lembra uma centrifugação. O fenômeno, então, aliado à baixas temperaturas e às rápidas rajadas de ar apresentam um grande risco.

Foto meramente ilustrativa de ciclone extratropical próximo à Islandia / Crédito: Wikimedia Commons

 

Por dentro do ciclone

Também conhecido como ciclone extratropical, o fenômeno que vêm atingindo o Sul do país deve se manter dessa forma por mais alguns dias. Isto é, os estados já atingidos continuarão tendo que lidar com chuvas torrenciais, ventos de 100 km/h e até neve.

O ciclone bomba que acomete a Santa Catarina e o Rio Grande do Sul ainda irá cruzar outras regiões do país. Após passar pelo resto do Sul e tangenciar São Paulo, o fenômeno deve se dispersar no mar.

Como resultado da condição, as populações costeiras podem esperar por ondas maiores, um oceano ainda mais agitado e fortes vendavais. Outros estados, como a própria São Paulo, devem ser atingidos por uma temperatura menor que 10ºC.


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