Facebook Aventuras na HistóriaTwitter Aventuras na HistóriaInstagram Aventuras na HistóriaSpotify Aventuras na História
Matérias / Bizarro

Ratanabá, apontada como 'capital do mundo', não passa de teoria conspiratória

Amplamente comentado em redes sociais, o termo atribui uma teoria de uma megalópole esquecida no meio da Amazônia

Redação Publicado em 15/06/2022, às 17h34

Imagem aérea de floresta amazônica - Getty Images
Imagem aérea de floresta amazônica - Getty Images

Durante a última semana, internautas propagaram, através de redes sociais populares, teorias conspiratórias e memes satirizando a suposta cidade perdida localizada no centro da Amazônia, intitulada Ratanabá, tornando o termo amplamente conhecido pelo boato de sua existência.

A teoria se baseia em informações que partem de duas fontes, como informou o portal Yahoo Notícias: uma instituição, de nome Ecossistema Dakila e sem caráter científico, afirma pesquisar o local, contando também com auxílio de Urandir Fernandes de Oliveira, principal disseminador da 'existência' da cidade abandonada.

De acordo com as duas fontes, Ratanabá teria sido habitada há 450 milhões de anos e ainda contaria com vestígios em meio a maior floresta tropical do mundo, com evidências escondidas em meio ao denso matagal, inclusive com construções subterrâneas.

Contudo, a ausência de provas para tal teoria faz com que a tentativa da descoberta se anule. Além disso, o Ecossitema Dakila, que afirma vasculhar o norte do país para encontrar a tal cidade, já é conhecido por questionar o formato circular do planeta Terra, teoria já comprovada por mecanismos científicos de escaneamento geográfico.

Urandir se tornou popularmente conhecido há uma década ao se envolver no caso ‘ET Bilu’, sendo atribuído em reportagem da RecordTV como o criador da farsa de um extraterrestre que se comunicava em português;

O que é fato

Temporalmente, a existência de seres humanos na época atribuída a criação de Ratanabá era nula. De acordo com o Serviço Geológico do Brasil, ha 450 milhões de anos, o planeta atravessava o chamado Período Ordoviciano, quando ainda surgiam os peixes adaptados para água doce.

O surgimento dos hominídeos, ancestrais humanos identificados cientificamente como Homo heidelbergensis, ocorreu milhões de anos depois, há cerca de 450 mil anos atrás. Já os homo sapiens, que iniciavam o manejo de ferramentas para a construção de residências e ferramentas manipuláveis, só iriam aparecer há aproximadamente 250 mil anos.

Além de tal fato, escaneamentos geográficos realizados via satélite por toda a região amazônica nunca apresentaram inconsistências dignas de análises presenciais, como resquícios de civilizações antigas.

Do contrário, ainda há comunidades indígenas que ocupam alguns pedaços do território da Amazônia, sendo atribuídos como os residentes mais antigos do local, se mantendo isolados sob proteção ambiental.