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10 tiroteios dentro de escolas que chocaram o mundo

Após o ataque à escola estadual Raul Brasil, em Suzano, conheça outros casos que fizeram diversas vítimas

Redação Publicado em 13/03/2019, às 15h54

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Reprodução

Por volta das 9h30 desta quarta-feira, 13 de março, dois jovens encapuzados mataram oito pessoas na escola estadual Raul Brasil, em Suzano, na região metropolitana de São Paulo. Logo em seguida, os adolescentes cometeram suicídio.

Quatro estudantes do ensino médio morreram no local, e outras duas pessoas foram socorridas, mas faleceram no hospital. As outras duas vítimas são funcionárias da escola. Além disso, 23 pessoas também foram levadas ao hospital – algumas com ferimentos e outras passaram mal após o ataque.

Segundo o coronel Fábio Pelegrini, os atiradores são ex-alunos da escola, mas ainda não se sabe o motivo do atentado. Dentro da escola, a polícia encontrou um revólver 38, uma besta e garrafas que aparentam ser coquetéis molotov. Uma testemunha disse ainda que viu um dos encapuzados com uma faca.

O ataque à escola de Suzano é semelhante a outros casos de atiradores em instituições de ensino que chocaram o país e o mundo. Relembre alguns deles:


1. Austin (1º de Agosto de 1966)

Depois de matar a mãe e a namorada com golpes letais, o estudante Charles Whitman subiu na torre do edifício principal da Universidade do Texas. Com um rifle, começou a atirar aleatoriamente contra alunos e pessoas dentro e fora da universidade. Atirando durante 96 minutos seguidos, matou 15 pessoas e feriu 31. Por fim, foi morto pela polícia.


2. Columbine (20 de abril de 1999)

Conhecido como Massacre de Columbine, o ataque à Columbine High School, no Colorado, Estados Unidos, é um dos tiroteios em escolas mais lembrados até hoje. Eric Harris e Dylan Klebold, de 17 e 18 anos, mataram 12 alunos e um professor. O ataque envolveu o uso de armas e bombas feitas em casa. Depois de trocar tiros com os policiais, os estudantes cometeram suicídio.


3. Taiúva (28 de janeiro de 2003)

Edmar Aparecido Freitas, de 18 anos, era ex-aluno da escola estadual Coronel Benedito Ortiz, em Taiúva, interior de São Paulo. Edmar invadiu o pátio da instituição e disparou contra alunos, professores e funcionários. Com um revólver calibre 38, fez 15 disparos e deixou oito pessoas feridas. Uma pessoa morreu e um aluno ficou paraplégico. Depois do ataque, o atirador se matou.


4. Virginia (16 de abril de 2007)

Considerado o mais mortífero ataque a uma instituição escolar, o Massacre de Virginia Tech é também um dos maiores assassinatos em massa dos EUA. O atirador, Cho Seung-Hui, vítima de bullying, disparou contra os estudantes do Instituto Politécnico da Universidade Estadual da Virginia, onde estudava. 33 pessoas morreram, incluindo Cho, que se suicidou em seguida, e 21 pessoas ficaram feridas.


5. Realengo (7 de abril de 2011)

Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, invadiu a Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro do Realengo, no Rio de Janeiro, e começou a disparar contra os alunos presentes. Doze estudantes, com idade entre 13 e 16 anos morreram, e treze ficaram feridos. O atirador usou dois revólveres e tinha muita munição, além de vestir um colete a prova de balas. Após o ataque, foi interceptado pela polícia e cometeu suicídio.


6. São Caetano do Sul (22 de setembro de 2011)

Um aluno de 10 anos, que cursava o 4º ano na escola municipal Professora Alcina Dantas Feijão, disparou contra a professora Rosileide de Oliveira, de 38 anos. O aluno havia pedido para ir ao banheiro, e, ao voltar, estava armado. Depois de atirar na professora, o garoto sentou em uma escada e disparou nele próprio, na cabeça.


7. João Pessoa (11 de abril de 2012)

Um adolescente de 16 anos atirou contra três alunas da escola estadual Enéas Carvalho, em Santa Rita, na região metropolitana de João Pessoa. O jovem efetuou seis disparos com o objetivo de acertar um colega de 15 anos, com quem havia discutido. As estudantes foram hospitalizadas e tiveram alta nos dias seguintes ao ataque.


8. Sandy Hook (14 de dezembro de 2012)

Depois de matar a tiros a própria mãe, Adam Lanza, de 20 anos, se vestiu com uma roupa preta, de estilo militar, e um colete à prova de balas. Armado com quatro pistolas, ele entrou na escola primária de Sandy Hook, em Connecticut, EUA, e atirou contra estudantes e funcionários. 26 pessoas morreram, sendo seis mulheres que trabalhavam na escola e 20 crianças com idade entre 6 e 7 anos. Lanza disparou contra a própria cabeça quando socorristas chegavam à escola.


9. Goiânia (20 de outubro de 2017)

Na escola Goyases, um jovem de 14 anos matou dois colegas e feriu outros quatro – todos eram estudantes do oitavo ano. O garoto usou uma pistola 40 da mãe, que é policial militar, assim como o pai. À polícia, o adolescente disse que decidiu fazer os disparos porque sofria bullying dos colegas.


10. Parkland (14 de Fevereiro de 2018)

Nikolas de Jesus Cruz, de 19 anos, era ex-aluno da Marjory Stoneman Douglas High School, em Parkland, na Flórida. Depois de fazer soar o alarme de incêndio para que os alunos deixassem as salas, começou a disparar. No atentado, 17 pessoas foram mortas e 15 foram hospitalizadas. Nikolas foi preso e acusado de 17 assassinatos premeditados.