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Relembre a história do homem que se 'casou' com um holograma: 'Não trai'

O caso chamou atenção da imprensa japonesa por contar com cerimônia orçada em R$ 75 mil

Wallacy Ferrari Publicado em 01/05/2022, às 09h00

Akihiko Kondo com representação da amada
Akihiko Kondo com representação da amada - Divulgação / YouTube / euronews (em português)

As relações amorosas são pautadas na cultura popular desde seus primeiros registros; nas formas de arte, o amor é transformado em música, texto, filme e até mesmo em novos meios da realidade virtual. Contudo, o amor que desenvolvemos por essas obras dificilmente atinge o destaque que o japonês Akihiko Kondo obteve em 2018.

Em novembro daquele ano, o rapaz tinha 35 anos, mas 'casou-se' de maneira incomum. A garota é Hatsune Miku, uma cantora de realidade virtual, modelada em 3D com olhos arregalados e cabelos azuis.

A curiosa 'união' foi coberta por veículos de imprensa internacionais em uma cerimônia que custou impressionantes 2 milhões de ienes (Cerca de US$ 75 mil reais na cotação atual), contando com a ausência dos familiares do garoto na cerimônia formal, realizada em Tóquio, que desaprovavam a relação incomum.

Contudo, outros 40 convidados do mundo real estiveram por lá para ver Kondo dizer sim a boneca de pelúcia da amada, que era apenas uma representação, visto que interage com Miku diariamente através de um aparelho holográfico, comprado por US$ 2.800 meses antes da cerimônia.

Origem do amor

De acordo com Kondo em entrevista à AFP, a paixão partiu da interação ao conhecer a boneca virtual, que foi lançada na internet e é inteiramente programável.

Logo, ele consegue conversar com ela, inclusive por telefone, recebendo comandos para dar ‘bom dia’ durante as manhãs e até “adeus” quando ele sai para trabalhar em uma escola.

Ao dormir, usa uma versão da boneca em travesseiro para se abraçar e ostentam juntos uma aliança na mão esquerda, além de contar com representações de Miku em bonecas articuladas. O diferencial, de acordo com o rapaz, parte da recusa feminina real, que considerou difícil desde adolescência e, diferente da versão virtual, não morrem, envelhecem ou podem traí-lo.

Se engana quem acredita que o rapaz é o único a casar-se com uma figura virtual; apesar de não ter embasamento legal para a união, a empresa Gatebox, contratada para oficializar a união, emitiu mais de 3.700 certificados de casamentos "interdimensionais", como informou o portal AFP na época.