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Riqueza inacabável: Amenhotep III, o faraó mais rico do Egito Antigo

Pai de Akhenaton e avô de Tutancâmon, o governante diplomata teve uma fortuna estimada em trilhões de dólares

Joseane Pereira Publicado em 23/05/2020, às 08h00

Afresco do faraó Amenhotep III, da 18ª dinastia
Afresco do faraó Amenhotep III, da 18ª dinastia - Getty Images

Embora seja difícil definir qual o faraó mais rico do Antigo Egito, por ser necessário avaliar fatores como expansão de território, número de exércitos e comércio, é possível apontar um líder como aquele que governou o período mais próspero, quando o país era uma superpotência militar e comercial: esse é Amenhotep III, da 18ª dinastia.

Riqueza sem fim

Também conhecido como Amenófis III ou Rei Sol, esse líder se tornou faraó em 1390 a.C., reinando até 1352 a.C. Chegando ao trono com apenas 12 anos e se casando com Tiye, plebeia que se tornaria a Grande Esposa Real, ele herdou de seu pai Tutmés IV um país com fronteiras amplas e uma riqueza estimada em 5 trilhões de dólares — tornando-o o homem mais rico do Egito.

Estátua da rainha Tiye, esposa real de Amenhotep III / Crédito: Getty Images

 

Essa junção de fatores, ligados ao controle das minas de ouro da Núbia, lhe rendeu uma grande fama. “Amenhotep III nasceu em um mundo onde o Egito reinava supremo. Seus cofres estavam cheios de ouro, e seus vassalos se curvavam diante dos poderosos governantes”, afirma o egiptólogo Zahi Hawass em seu livro The Golden King, publicado em 2006.

Liderando com diplomacia

Exemplo de uma Carta de Amarna, na coleção do Museu do Louvre em Paris / Crédito: Getty Images

 

A riqueza egípcia era invejada por países como Babilônia e Assíria, que emergiam como potências econômicas. E, ao invés de guerrear para proteger o Egito, o faraó se utilizou de uma estratégia mais sensata: a conversa. Mensagens em pequenas pedras, que ficaram conhecidas como Cartas de Amarna, eram escritas para os líderes estrangeiros.

Se tornando um ótimo diplomata, Amenhotep III passou a enviar ouro para essas nações, o que fez com que elas se curvassem ao grande faraó. Templos foram construídos para ele e Tiye, e ambos eram adorados como deuses e líderes de alto nível moral.

Crescimento cultural

Colossos de Memnon, estátuas de Amenhotep III em frente ao seu templo mortuário / Crédito: Getty Images

 

O Egito floresceu na arquitetura e ciência e incorporou elementos artísticos de outros países. Mais de 250 prédios, estátuas e templos foram construídos. “Dois gigantes sentam-se em pedra, representando o mais luxuoso dos monarcas do Egito, Amenhotep III. Cada um tem setenta pés de altura, pesa setecentas toneladas e é esculpido em uma única rocha”, afirma o historiador Will Durant em seu livro Our Oriental Heritage, sobre as grandes estátuas do Faraó construídas nesse período.

Amenhotep III teve como sucessores seu filho Akhenaton e seu neto Tutancâmon. Embora sejam mais conhecidos que ele, nenhum dos dois atingiu os níveis de riqueza alcançados pelo faraó diplomata. Akhenaton negligenciou os assuntos políticos para instaurar uma nova prática religiosa e Tutancâmon faleceu aos 18 anos, antes de cumprir o objetivo de restaurar as riquezas do avô.


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