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Robert Christian Hansen, o psicótico caçador de prostitutas

Entre 1971 e 1983, o serial killer estuprou, torturou, caçou e matou pelo menos 17 mulheres em Anchorage, no Alasca

Pamela Malva Publicado em 25/03/2020, às 18h50

O serial killer Robert Christian Hansen
O serial killer Robert Christian Hansen - Divulgação

Robert Yount dirigia seu caminhão pela Sexta Avenida, em Anchorage, no Alasca, em junho de 1983. O trajeto tão conhecido mudou completamente quando ele avistou uma mulher desesperada, machucada e com as roupas rasgadas.

Descalça e algemada, Cindy Paulson, uma prostituta, acenava para Robert de forma frenética, pedindo ajuda do acostamento da avenida. Assustado com a situação da garota, o caminhoneiro estacionou e deixou que ela subisse no automóvel.

Em pânico, Cindy explicou que fora estuprada e torturada por um homem e pediu que Robert a levasse para algum lugar seguro. Os dois, então, rumaram para o Mush Inn, onde a moça desceu e ligou para seu namorado.

O caminhoneiro, por sua vez, seguiu em frente e contactou a polícia, dando a localização exata de Cindy aos oficiais. Começava, assim, um dos casos de serial killer mais assustadores e cruéis do Alasca.

Robert Christian Hansen, ainda jovem / Crédito: Divulgação

 

Sempre foi questão de vingança

Robert Christian Hansen, o homem de quem Cindy falou, nasceu nos Estados Unidos, em 1939. Sua infância fora bastante traumática, visto que ele brigava com seu pai constantemente e, por isso, era obrigado a trabalhar na padaria da família.

Durante a adolescência, nutriu o sentimento de vingança por todas as mulheres que passavam pela sua vida. Tímido e com baixa auto-estima, o garoto sofria na escola por ser magro, gago e vítima de uma acne severa.

Aos 18 anos, ele terminou o colégio, deixou tudo para trás, e se alistou na reserva do Exército Norte-americano, em 1957. Uma vez íntimo de armas e de certa agressividade, Robert se apaixonou pela caça, um hobbie que ele praticava sempre que podia.

Em dezembro de 1960, foi preso por queimar a garagem de um ônibus escolar. Pelo crime, foi sentenciado a três anos, dos quais cumpriu apenas 20 meses. Quando solto, ele foi preso outras vezes por agressão, pequenos furtos e roubo, entre 1960 e 1976.

Robert Hansen, o serial killer / Crédito: Divulgação

 

Em 1977, Robert foi finalmente diagnosticado com transtorno bipolar. No início dos anos 1980, então, ele decidiu vestir a carapuça e colocou em prática todo seu conhecimento de caça, aliado à sua constante sede por vingança.

O primeiro crime

Em junho de 1983, Robert estuprou e torturou Cindy sexualmente, agredindo-a com ferramentas e mantendo-a presa em seu quintal. A jovem, entretanto, conseguiu fugir do criminoso quando ele tentou colocá-la em um avião privado, para desaparecer com ela.

Foi nesse momento que, algemada, descalça e com as roupas rasgadas, Cindy correu até a Sexta Avenida e encontrou o caminhoneiro. Na época, a prostituta chegou a denunciar seu estuprador, mas faltaram evidências que o ligassem ao crime.

Apesar do depoimento da vítima, Robert Hansen negou todas as acusações em seu testemunho. Aos policiais, ele disse que Cindy buscava vingança, já que ele teria se recusado a cooperar com a extorsão da moça.

Mugshot de Robert Hansen / Crédito: Wikimedia Commons

Uma depois da outra

Mais tarde, ainda em 1983, os corpos de Joanna Messina e Sherry Morrow foram encontrados pela polícia. As investigações logo começaram e os oficiais rapidamente encontraram semelhanças entre os casos.

Além das duas jovens encontradas, os investigadores estudaram provas de casos antigos. Em grande parte deles, as vítimas foram mortas por um rifle Remington de calibre .223 — sem contar que várias delas eram prostitutas.

Junto do FBI, as autoridades traçaram um perfil para o provável assassino. Segundo as investigações, o culpado seria um caçador experiente, com baixa auto-estima. Com isso, Robert foi ligado ao caso e, em outubro, sua casa foi revistada.

Na residência, os agentes encontraram um mapa com a localização de cada um dos corpos encontrados pelos policiais. Além disso, Robert também guardava armamentos de calibre .223 e as carteiras de motorista de todas as suas vítimas.

É o fim da linha

Uma vez preso, Robert confessou os crimes e concordou em cooperar com a polícia. Assim, o serial killer contou que levava as prostitutas até a sua cabana nas montanhas, as estuprava e torturava. Em seguida, ele libertava suas vítimas nuas, de olhos vendados, para poder caçá-las como animais.

Segundo as investigações, Robert sequestrou, estuprou e assassinou pelo menos 17 mulheres, entre 1971 e 1983. O assassino, entretanto, só foi acusado pelo homicídio de quatro vítimas e pelo sequestro e estupro de Cindy Paulson.

No final, o júri sentenciou Robert a 461 anos, além da prisão perpétua, sem possibilidade de liberdade condicional. Ele morreu aos 75 anos, devido a condições de saúde não reveladas, em agosto de 2014.


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