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Roubados ou falsos? Os polêmicos artefatos egípcios comprados por Demi Lovato

No último dia 7, cantora mostrou em seu Instagram algumas peças que causaram furdunço entre pesquisadores

Redação Publicado em 10/03/2022, às 15h42

Demi Lovato em montagem com os artefatos apresentados
Demi Lovato em montagem com os artefatos apresentados - Divulgação / Instagram / ddlovato

Uma postagem da cantora norte-americana Demi Lovatochamou atenção não apenas dos mais de 127 milhões de seguidores no Instagram ao mostrar sua nova aquisição, como também atraiu suspeitas de arqueólogos e historiadores; na última segunda-feira, 7, ela exibiu supostos artefatos milenares do Egito Antigo, comprados como decoração para sua residência.

Em stories, ela exibiu com detalhes algumas estatuetas mumiformes, chamadas de ankhs e shabtis vitrificados.

"Ok, estou tão animada, algumas coisas incríveis chegaram pelo correio hoje. São artefatos egípcios antigos! Algumas dessas peças têm literalmente milhares de anos. Minha mente está explodindo agora e estou muito animada".

Junto dos itens, ela apresentou alguns papéis identificados como documentos enviados pelo revendedor das peças, acrescentando que tratavam-se de certificados de autenticidade. As peças realmente eram fiéis a forma como as estatuetas eram confeccionadas na antiguidade, mas a certificação causou desconfiança entre internautas.

O que há de errado

Pesquisadores revelaram que, ao pausar o vídeo e ampliar a imagem do certificado, não conseguiram identificar os detalhes sobre a origem da venda ou sequer de onde as peças foram retiradas, levantando a suspeita de que as peças seriam falsas ou fruto de furtos.

O arqueólogo e professor Peter Campbell manifestou, através de seu perfil no Twitter, que já investiga as imagens junto ao perfil especializado Heritage/Art Crime. Em entrevista ao The Hollywood Reporter, ele explicou como embasou a desconfiança.

Quando vi os certificados pela primeira vez, pensei que fosse uma piada, porque eles não contêm nenhuma informação crítica, como histórico de propriedade, licenças de exportação ou localização", apontou.

Demi e o Surplus Museum, por ela atribuído como o museu ue teria vendido a peça, ainda não se pronunciaram sobre a polêmica, mas já são contestados, como explicou a professora de crimes artísticos no John Jay College, em Nova York, Erin Thomposon, também ao The Hollywood Reporter.

"Não há indicação de proveniência de onde o Museum Surplus os conseguiu antes de colocá-los à venda. Não há como isso ser aceito por um museu. Não há como qualquer colecionador sofisticado que quisesse ter certeza do valor e que poderiam revender aceitaria ou compraria também. Você não quer comprar algo que o Egito possa confiscar ou que não possa vender porque outras pessoas estão preocupadas com eles", concluiu.