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Frankenstein na 'gaveta': Como foi primeiro duelo de Godzilla com King Kong no cinema

Muito antes de Godzilla vs. Kong, que estreia no Brasil no próximo dia 29, os dois monstros já haviam se encontrado em uma versão muito diferente da atual

Giovanna Gomes, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 15/04/2021, às 07h00

King Kong vs. Godzilla (1962)
King Kong vs. Godzilla (1962) - Divulgação

Desde que foi anunciado pela produtora Legendary, ainda no ano de 2015, o lançamento de Godzilla vs. Kong foi muito aguardado pelos fãs dos mais famosos monstros do cinema e se mostrou um enorme sucesso de bilheteria, mesmo nos primeiros dias.

Entre os brasileiros, no entanto, a espera ainda continua, já que, em razão da pandemia de Covid-19, a Warner Bros achou que seria melhor adiar a estreia no país, passando a data para o dia 29 deste mês. 

Mas enquanto esperamos o novo filme, há algo que todo fã do MonsterVerse, o universo de monstros da Warner Bros, deveria saber: o primeiro encontro entre o King Kong e o Godzilla ocorreu quase 60 anos atrás, e a primeira aparição deste último nas grandes telas se deu ainda em 1954, quando ainda não havia tecnologia de computação gráfica.

Sabendo disso, você agora pode estar se questionando "como foram realizadas essas primeiras produções?"

Cartaz de Godzilla vs. Kong, de 2021 - Crédito: Divulgação

 

Surge o primeiro Godzilla

Criado pela produtora japonesa Toho, o primeiro Godzilla era um "gigante" muito pequeno se comparado à versão mais recente. O monstro que antes media apenas 7 metros de altura, hoje possui mais de 90 metros, ou seja, treze vezes mais que seu precursor.

Segundo a SuperInteressante, apesar da ausência de grandes efeitos especiais, o Godzilla de 1954 foi um verdadeiro sucesso de bilheteria e dois anos depois foi relançado nos Estados Unidos.

Em 1955, a Toho realizou uma continuação da história, mas que não foi bem recebida pelo público.

Primeiro encontro dos monstros

A primeira vez em que os dois gigantes se enfrentaram foi bem diferente do que podemos ver na produção lançada neste ano.

Na verdade, o longa de 1962, dirigido por Ishiro Honda, deveria ter tido como protagonistas o King Kong e o monstro do Frankenstein, mas no fim, decidiu-se que seria melhor o outro personagem por questões de direitos autorais.

Cena do primeiro filme do Godzilla, de 1954 - Crédito: Divulgação

 

Longe dos 200 milhões de dólares desembolsados para a realização do mais novo filme do diretor Adam Wingard, a parceria nipo-estadunidense não custou mais que 420 mil na época, o que hoje daria cerca de 3,6 milhões de dólares.

A história que se passa na produção de 1962 é um tanto cômica e pouco se parece com a que conhecemos hoje. Ela acompanha um chefe de uma empresa farmacêutica chamado sr. Tako, quem anseia aumentar a audiência dos programas de TV patrocinados por sua companhia, a Pacific.

Ao saber da existência de um grande monstro que vive na Ilha do Faro, King Kong, o empresário parte em busca deste, imaginando que seria uma ótima alternativa para entreter os telespectadores, e consegue capturá-lo.

Cena de King Kong vs. Godzilla, de 1962 - Crédito: Divulgação

 

O Godzilla, no entanto, ao contrário, surge após ser libertado. Ele começa a aterrorizar as ruas de Tóquio após um navio bater no iceberg em que estava preso havia muitos anos, o que, consequentemente, permite sua liberdade.

Assim, logo os moradores da capital japonesa passam a incentivar poderosos duelos entre os dois monstros na intenção de que um matasse o outro, afinal, seria uma preocupação a menos para todos.

Como foi feito o filme do primeiro duelo

O filme não precisou de grandes efeitos especiais para que se tornasse um verdadeiro fenômeno.

Como disse William M. Tsutsui, autor do livro Godzilla on My Mind: Fifty Years of King of Monsters em entrevista ao New York Times, “as cenas de combate tinham que ser engraçadas, já que os criadores do Godzilla estavam tentando copiar a moda do wrestling.” E realmente funcionou. 

Na época, foram utilizadas fantasias feitas à base de latex, maquiagem, maquetes e até mesmo polvos para realizar as cenas. Eram quatro animais de verdade no total, sendo que no final, três foram soltos no mar e um teve um triste fim: acabou virando jantar do diretor de efeitos especiais, Eiji Tsuburaya.


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