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Salvo pela preguiça: Michael Jackson quase foi uma das vítimas do 11 de setembro

O Rei do Pop tinha um compromisso específico justamente no dia que marcou o atentado

Wallacy Ferrari Publicado em 30/08/2020, às 10h00

Michael Jackson (à esq.) em montagem com o World Trade Center após explosão (à dir.)
Michael Jackson (à esq.) em montagem com o World Trade Center após explosão (à dir.) - Wikimedia Commons

A contribuição musical indefectível de Michael Jackson contrastava com sua personalidade simples; apesar de extremamente focado e perfeccionista na produção audiovisual — tanto na música, quanto nos clipes e filmes — gostava de jogar videogames, assistir desenho e brincar como se fosse uma criança.

Se por um lado tal maneira de se portar trouxe diversas desconfianças e associações maldosas a carreira do cantor, por outro resultou em um episódio que salvou sua vida.

Pouco antes de lançar mundialmente o álbum Invincible em outubro de 2001, o músico havia agendado uma reunião no World Trade Center, em Nova York. O dia?  11 de setembro de 2001, justamente a data que mudaria a história do país.

A preguiça salva vidas

De acordo com o irmão Jermaine Jackson no livro de memórias ‘You Are Not Alone: Michael: Through a Brother's Eyes’, a reunião estava prevista para a manhã daquele dia, no topo de uma das torres. O ex-companheiro de Jackson 5 não tem ciência de qual das torres era, porém, seria em horário próximo ao momento que o primeiro avião sequestrado foi atirado na Torre Norte.

Felizmente, a mãe do astro, Katherine, não sabia que Michael tinha um compromisso tão importante no dia seguinte e decidiu ligar para o filho na noite do dia 10. Quando se deram conta, estavam papeando até tarde, com Michael desregulando o sono.

No dia seguinte, o músico acabou perdendo a hora na cama e preferiu pular o horário do compromisso, assistindo Simpsons na televisão. A transmissão, no entanto, foi interrompida por volta das 8h50 do horário local, noticiando o atentado. Às 9h03, a segunda aeronave foi jogada conta a Torre Sul.

"Felizmente, nenhum de nós tinha idéia de que ele estava previsto para uma reunião naquela manhã no topo de uma das Torres Gêmeas", afirmou Jermaine.

Cartaz de promoção de shows de Michael Jackson em 1988, com as torres ao fundo / Crédito: Divulgação

 

Após o atentado

Jermaine acrescentou que, posteriormente, Michael acompanhou a movimentação dos ataques pela televisão e conversou com a mãe por telefone. No livro, parafraseou o irmão durante a ligação com Katherine: “Mãe, estou bem, graças a você. Você me manteve falando tão tarde que dormi demais e perdi minha consulta”.

Nos dias seguintes, a reunião foi reagendada, sem a informação de que os outros membros da sobreviveram. Tanto Michael quanto a gravadora optaram por mudar a postura de divulgação do álbum, cancelando a turnê que seria realizada para, em conjunto, celebrar o lançamento do disco e o quarto centenário de carreira.


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