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Sandy, a ilha fantasma: o local que deveria estar no Pacífico sul, mas, não estava

Em 2012, pesquisadores resolveram o mistério de uma ilha, assunto que causava polêmica entre os especialistas do ramo marítimo

Penélope Coelho Publicado em 15/08/2020, às 08h00

Antiga imagem da Ilha no mapa
Antiga imagem da Ilha no mapa - Divulgação/Google Maps

Conhecida como a Ilha Sandy, ou Ilha Arenosa, o local foi mapeado pela primeira vez no ano de 1876, quando o navio baleeiro Velocity relatou a presença do local. De acordo com os mapas, a ínsula deveria estar entre a Austrália e o território francês da Nova Caledônia. Registrada em diversos mapas no final do século 19, a ilha passou a causar polêmica no século 20, quando especialistas perceberam que havia algo errado.

A primeira remoção de Sandy dos mapeamentos marítimos aconteceu na década de 1970 e desde então se tornou um verdadeiro mistério. Em 1974, a ilha já não constava mais nas cartas hidrográficas oficiais francesas, após uma campanha de reconhecimento de voo, que não localizou a região.

No ano de 2000, mais alegações públicas começaram a surgir questionando a existência de Sandy, quando entusiastas de expedições amadoras perceberam que a ilha era mostrada em alguns atlas, porém, em outros não constava. Contudo, o enigma só foi solucionado anos depois.

Fim do mistério

Em 2012, quando um grupo de cientistas a bordo do navio australiano RV Southern Surveyor, estava na região para estudar as placas tectônicas da área, os profissionais decidiram navegar até o local onde Sandy estava registrada nos mapas. Todavia, a tripulação não encontrou nenhuma ilha.

Conforme relatado pelo portal de notícias G1, em reportagem publicada em 2012, movido pela curiosidade, o cientista do museu de Auckland — cidade na Nova Zelândia—, Shaun Higgins, decidiu investigar as possíveis causas de a ilha ter sido relatada erroneamente. 

Um dos primeiros registros da Ilha Fantasma em mapas / Crédito: Wikimedia Commons

 

Ao analisar o registro do baleeiro Velocity reparou que em suas escritas, o capitão do barco mencionou a presença de uma série de quebra-mares e também algumas ilhotas de areia.

"Suponho que na época eles notificaram um risco. Podem ter encontrado um recife em formação pensando que era um recife já formado. Existem várias possibilidades [...] O que temos é um ponto no mapa, anotado na época e que desde então vem sendo repetido", disse Higgins em entrevista para a rádio ABC na ocasião.

Repercussão

Até novembro de 2012, a Ilha Fantasma constava no serviço de mapeamento da Internet do Google Maps, porém, foi removida com a situação revelada. A visualização causava certo estranhamento, já que era observada como uma área coberta por pixels escuros.

Na época, o assunto tomou conta das redes sociais. Usuários do Twitter afirmaram que repararam que a ilha também constava nos portais de mapeamento Yahoo Maps e Bing Maps, mas, que ao fecharem o zoom dos aplicativos, o território desaparecia.

Surgiram hipóteses de que a Ilha Sandy teria servido como uma espécie de truque por parte dos cartógrafos antigos, que poderiam incluir territórios inexistentes em seus mapas, a fim de saber quando outro profissional tentava furtar seus dados. Polêmicas à parte, o local foi oficialmente eliminado dos mapas como anunciou a National Geographic Society.


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