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Hoje 'fantasmas': a curiosa história dos abrigos Anderson, durante a Segunda Guerra

Durante a guerra, o governo britânico entregou milhões de abrigos para que as famílias inglesas se protegessem dos ataques aéreos

Giovanna Gomes Publicado em 25/02/2021, às 12h23

Família entrando em abrigo
Família entrando em abrigo - Divulgação

Os abrigos Anderson foram estruturas muito utilizadas na Inglaterra durante a Segunda Guerra Mundial contra ataques aéreos. Eram simples e pequenas, geralmente feitas de aço corrugado ou painéis de ferro. Quase sempre eram instaladas nos jardins das residências. 

Era dentro daquele ambiente frio e úmido que famílias se abrigavam enquanto bombas eram lançadas sobre a cidade. A presença de beliches entre outros objetos necessários para a permanência das pessoas era comum nesses locais.

Origem do nome

Os famosos abrigos receberam o nome de John Anderson, que na época foi escolhido pelo governo britânico para tomar medidas de precaução contra ataques aéreos. A solução encontrada por ele foi a criação de abrigos, de modo que, no ano de 1938, ordenou ao engenheiro William Patterson que criasse um modelo simples e eficiente. Estima-se que foram elaborados dois milhões de 'exemplares', segundo o site Anderson Shelters.

Pessoas montando um abrigo Anderson - Crédito: Divulgação

 

A história permanece

Mesmo após tantos anos, alguns abrigos ainda permanecem intactos e ajudam a contar a história da guerra.

Muitos britânicos deram novas utilidades a essas estruturas, como depósitos, por exemplo. O morador do sul de Londres, Martin Stanley, é uma dessas pessoas. Seu abrigo, assim como os demais, fica parcialmente enterrado em seu jardim, além de que é coberto por folhagens. 

Stanley declarou ao The Guardian em matéria de 2018, “é muito difícil se livrar dele (abrigo)”, o que explicaria o fato de haver exemplares de pé ainda nos dias de hoje.

“Quando nos mudamos há 30 anos, acho que presumimos que iríamos nos livrar dele. Mas então pensamos: é muito esforço, na verdade.” Hoje, ele recebe estudantes e emissoras de TV que, com frequência, visitam o local.

Abrigo Anderson, na Inglaterra - Crédito: Wikimedia Commons

 

Stanley também criou um site no qual exibe alguns dos abrigos ainda existentes no país para que as pessoas possam conhecer melhor a história. Além disso, a plataforma ainda ensina os internautas a como construir seu próprio abrigo, conforme as instruções de guerra.

A reportagem do The Guardian também conta a história de Robert McConnell, que mora na mesma rua do primeiro entrevistado também preserva um exemplar. O homem adquiriu sua atual residência no ano de 1968 e, segundo ele, é na pequena estrutura de aço em seu jardim que guarda ás ferramentas de jardinagem.

De acordo com McConnell, a casa foi atingida por uma bomba durante a guerra, ficando parcialmente danificada, mas o abrigo permaneceu intacto. Muitas outras casas foram destruídas na mesma rua, além de que 17 pessoas morreram.

Alguns abrigos eram decorados - Crédito: Wikimedia Commons

 

Liz Johnson, que atua diretamente com patrimônio histórico, também comprou uma casa com a estrutura em Leicaster. Ela obteve a propriedade com uma idosa que viveu nela desde 1927 e logo descobriu uma série de relíquias da época.

“Acho que o abrigo Anderson é um ícone porque muitas pessoas os tiveram”, disse a mulher. “Eles aparecem em muitos romances e filmes de guerra". Para ela, as estruturas que ainda permanecem nos jardins são uma forma divertida de educar crianças sobre o que foi a guerra e como viviam as pessoas na época.


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