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Segundo filho de Pablo Escobar, Frank Sinatra foi o maior distribuidor das drogas de Medellín nos EUA

Sebastian Marroquin fez essa denúncia chocante em 2015, ao comentar sobre as relações entre os EUA e o tráfico de drogas sulamericano

André Nogueira Publicado em 11/09/2019, às 17h00

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The Voice, o rapaz dos olhos azuis, era o queridinho da América de seu tempo. Sinatra foi um dos maiores músicos da História dos EUA. E muitas vezes, o italoamericano mais famoso do show business foi acusado de associação com a máfia e com o crime organizado.

Porém, uma das acusações mais chocantes sobre o cantor ocorreu em 2015, durante a produção da série Narcos, muito criticada por Sebastian Marroquin, filho do famoso narcotraficante colombiano Pablo Escobar, que denunciou que Frank Sinatra era um importante contato de distribuição de drogas, principalmente a cocaína, do Cartel de Medellín para os EUA.

Escobar zomba dos EUA tirando foto na frente da Casa Branca / Crédito: Reprodução

 

O que é bastante interessante, afinal, Escobar, mesmo considerado inimigo público nos EUA, fez diversas viagens ao país sem grandes problemas. Na alfândega, passava tranquilamente com maletas repletas de milhares de dólares do tráfico que não eram apreendidas. El Patrón já fez inclusive viagens a Washington (Casa Branca) e à sede do FBI. Não encontrou problemas.

A acusação de Marroquin sobre Sinatra foi hiperbólica: segundo ele, o músico não apenas conhecia a rede de Pablo Escobar, mas era seu melhor distribuidor de cocaína nos EUA. Envolvido com o mundo artístico e a comunidade italiana no país, conhecido da máfia e artista internacional, com contatos até entre governantes, Sinatra teria sido um centro do tráfico.

Sinatra em foto com o círculo de mafiosos ligados a Carlo Gambino / Crédito: Reprodução

 

“Ele era um dos sócios do meu pai em Miami. Há mais cantores do que você imagina que começaram suas carreiras graças ao patrocínio dos narcotraficantes. Não há recibos, nem tickets. Sei porque eu estava muito perto de meu pai e ele e seus sócios sempre falavam disso”, disse Marroquin em entrevista ao Estado de São Paulo.