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Serial killers, mortes e teorias conspiratórias: Hotel Cecil, o mais tétrico estabelecimento do mundo

Ao longo de sua história, o local abrigou serial killers e foi palco para assassinatos misteriosos, suicídios e a morte de um recém-nascido

Caio Tortamano Publicado em 10/02/2020, às 18h49

Poster da quinta temporada de American Horror Story - Hotel
Poster da quinta temporada de American Horror Story - Hotel - Divulgação

Em pleno coração de Los Angeles, um hotel entre tantos outros chama atenção. Não é pelas suas instalações, ou pelo luxo, ou por ser bem frequentado pelas estrelas de Hollywood, mas sim por suas histórias insólitas e macabras. Esse é o Hotel Cecil.

Fundado em 1924, o plano de seu fundador, William Banks Hanner, era ser um palácio luxuoso com seu saguão de marfim e belos lustres. Porém, com a Grande Depressão, a área, antes valorizada, passou a ser frequentada por moradores de rua.

E parece que não somente os arredores foram afetados: o local passou a ser mal frequentado por beberrões, viciados em drogas e criminosos violentos. Durante a década de 30, o Cecil foi palco para 6 suicídios — que variaram entre mutilações na jugular, envenenamentos, tiros na cabeça e pulos do topo do prédio.

Em setembro de 1944, uma mulher chamada Dorothy Jean Purcell, de apenas 19 anos, acordou no meio da noite depois de uma dor incompreensível em sua barriga, e acabou indo ao banheiro para não acordar seu companheiro Ben Levine, de 38 anos.

Pega de surpresa, a mulher estava grávida e havia dado à luz a uma criança. Pensando que o recém-nascido estava morto, ela resolveu jogar o bebê pela janela para o teto da construção ao lado do Cecil. Depois que a história ficou conhecida, ela foi julgada e entenderam que não era culpada pelo óbito do filho. Isso porque Purcell sofria com transtornos psicológicos. Todavia, essa não seria a única história trágica no edifício.

Em 1962, George Giannini andava tranquilamente pela calçada do hotel quando uma mulher caiu em cima dele. Pauline Otton, de 27 anos, se jogou do nono andar depois de uma discussão com o marido e caiu bem em cima de George que, assim como a suicida, morreu ali mesmo.

A policial pensou, a princípio, se tratar de um suicídio duplo, mas Giannini foi encontrado usando sapatos, que teriam saído de seus pés caso ele também tivesse tirado a própria vida no prédio.

O terrível local também foi lar para alguns serial killers durante a década de 80. Richard Ramirez, conhecido como o "Perseguidor da Noite", foi um dos homens que aterrorizaram a cidade. Depois de fazer uma vítima, ele jogava suas roupas ensanguentadas nos lixos no hotel, e simplesmente entrava pelo saguão do hotel completamente pelado ou de cueca.

Richard Ramirez / Crédito: Getty Images

 

O hotel Cecil, já conhecido por ser caótico, não tinha absolutamente ninguém para suspeitar das ações de Ramirez, que pagava 14 dólares pela diária. A presença do assassino — conhecido também por enforcar prostitutas usando seus próprios sutiãs — possivelmente atraiu outro sanguinário, Jack Unterweger, para se hospedar em um dos quartos.

Apesar de ter sido lar de alguns notórios assassinos, pessoas inocentes tiveram seus fatais destinos atrelados ao misterioso hotel. É o caso de Elizabeth Short, a Dália Negra, que pouco antes de ter sido tida como desaparecida, foi vista no hotel. Em janeiro de 1974, ela foi encontrada mutilada em uma rua próxima ao estabelecimento.

Elizabeth Short, a Dália Negra / Crédito: Wikimedia Commons

 

Está muito enganado quem pensa que esses horripilantes casos se resumem ao passado. Em 2013, uma estudante canadense chamada Elisa Lam foi encontrada morta dentro da caixa da água do hotel (que era selada por dentro) depois que hóspedes reclamaram do gosto estranho da água. 

Elisa Lam / Crédito: Divulgação

 

Alguns momentos antes de sua morte, as câmeras de segurança do hotel Cecil (que agora e na época se chamava Stay on Main) flagraram a garota estranha no elevador, aparentemente, gritando contra alguma coisa que não estava lá. 

Depois que os vídeos de segurança do hotel viralizaram, muitos internautas começaram a conspirar dizendo que o local era, de fato, assombrado e perceberam as semelhanças entre as duas notórias vítimas: ambas tinham por volta de seus 20 anos, viajavam sozinhas de Los Angeles para San Diego e demoraram dias para serem encontradas.

O estabelecimento — que, como já mencionado, se chama Stay on Main — atualmente tenta desatrelar sua imagem ao Cecil, embora não totalmente, conservando sua fachada histórica. 

O último cadáver encontrado no hotel foi descoberto em 2015, e pertencia a um homem que cometeu suicídio, levantando outra vez o caráter bizarro que envolve o edifício no número 640 da rua Main.


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