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Matérias / Entretenimento

A sexualização de Brooke Shields em 'Lagoa Azul': "Minha aparência pagava as contas"

Mundialmente conhecida ao aparecer sem roupas aos 16 anos no filme, a atriz atravessou passagens obscuras

Wallacy Ferrari Publicado em 30/05/2022, às 13h21

Fotografia de Brooke no filme 'A Lagoa Azul' e nos dias atuais - Divulgação / Columbia Pictures / Redes sociais
Fotografia de Brooke no filme 'A Lagoa Azul' e nos dias atuais - Divulgação / Columbia Pictures / Redes sociais

Aos 16 anos de idade, Brooke Shields não apenas era apresentada ao mundo com o lançamento de ‘A Lagoa Azul’, em 1980, mas se tornava um ícone da beleza ao se apresentar pela personagem Emmeline, uma jovem que cresce aos olhos do espectador e descobre, em uma ilha deserta, fatores da sobrevivência, sociabilidade e, inclusive, da sexualidade.

Tal projeção midiática não apenas resultou na oportunidade de estampar propagandas de diversas marcas mundialmente conhecidas, como passou a ser sexualizada antes mesmo de completar a maioridade penal. Quatro décadas depois, ela avaliou, em entrevista ao The Guardian, qual foi o impacto desta exposição em sua vida profissional e pessoal.

Em 2021, aos 56 anos, ela afirmou que tal projeção é debatida até hoje em sua intimidade, sendo motivo de discussão em suas sessões de terapia: "Não sei porque não fiz isso. Falo muito sobre isso na terapia [...] Eu tinha que manter minha mãe viva. O ponto focal, para mim, foi mantê-la viva, porque éramos nós duas sozinhas no mundo”.

Infância difícil

Duas, para ela, era Brooke e Teri, a mãe da atriz, que sofria de alcoolismo desde o quinto mês de vida da filha, quando enfrentou um duro divórcio, de acordo com o portal UOL. A infância humilde contrastou durante seu crescimento, quando atraiu os olhos da indústria cultural e começou a compor produções cinematográficas, mudando o padrão de vida da família.

Minha aparência pagava as contas. Eu simplesmente amei a aprovação. E adorei trabalhar e adorei estar no set. [...] Ela acrescentou: "Não era como se eu sentisse a responsabilidade tanto quanto: 'Meu Deus, vamos conseguir um carro. Oh, nós compramos uma casa. Compramos outra casa.' Tipo, se eu fizer isso, nós pegamos isso. Foi assim por décadas", acrescentou.

Mesmo com a exposição excessiva, ela garantiu que o interesse em garantir o conforto nunca foi forçado pela mãe, mas entende que pôde obter segurança financeira mais rapidamente com as aparições sexualizadas. Ao conquistar bens suficientes para tal, interrompeu a carreira na atuação, graduando-se em línguas pela Universidade de Princeton, sete anos depois de aparecer no filme que marcou a 'Sessão da Tarde'.