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Matérias / Entretenimento

A sexualização de Natalie Portman na infância: "Me privou da minha própria sexualidade"

Mundialmente conhecida ao aparecer nos cinemas aos 11 anos, a atriz atravessou passagens obscuras

Wallacy Ferrari Publicado em 06/06/2022, às 16h39

Natalie em 'León, o Profissional' (1994) e em fotografia recente - Divulgação / Buena Vista International / Getty Images
Natalie em 'León, o Profissional' (1994) e em fotografia recente - Divulgação / Buena Vista International / Getty Images

Aos 11 anos de idade, Natalie Portmannão apenas era apresentada ao mundo com o lançamento de ‘León, o profissional’, em 1994, mas se tornava um ícone da beleza ao se apresentar pela personagem Mathilda, uma jovem que enfrenta a morte dos pais e passa a viver com um pistoleiro que a treina e passa a mentorar a jovem, se declarando posteriormente.

Durante toda a adolescência, diversos papeis não apenas resultaram na oportunidade de estampar propagandas de diversas marcas mundialmente conhecidas, como passou a ser sexualizada antes mesmo de completar a maioridade penal. Quase décadas depois, ela avaliou, em entrevista ao podcast Armchair Expert, de Dax Shepard, qual foi o impacto desta exposição em sua vida profissional e pessoal.

Em 2020, na época com 39 anos, ela afirmou que tal projeção atrapalhou seu desenvolvimento social durante a adolescência, afirmando que a figura de ninfeta alçava sua carreira para trilhos que iam contra seus valores pessoais: “Ser sexualizada quando criança me privou da minha própria sexualidade, porque me deu medo”.

Infância difícil

De acordo com o portal El País, a atriz revelou uma das experiências mais traumáticas durante seu crescimento, ao abrir sua primeira carta enviada por um fã. Emocionada, se surpreendeu negativamente ao ler o conteúdo; uma fantasia sexual de estupro cometida pelo autor da mensagem.

Além disso, contou que críticos de cinema chegavam a enaltecer o crescimento de seus seios durante a adolescência nas resenhas. Próxima dos 18 anos, chegou a ser alvo de um programa de rádio norte-americano, que iniciou uma contagem regressiva de quando a garota completaria 18 anos de idade e, enfim, se tornaria legal ter relações sexuais com ela.

Definitivamente eu estava consciente de como me retratavam, principalmente no tipo de jornalismo que existia quando saíam os filmes, como essa figura da Lolita e essas coisas. [...] A única forma pela qual eu podia estar segura era dizendo: ‘Sou conservadora e falo a sério’, e ‘você precisa me respeitar, e sou inteligente e não me olhe desse jeito’”, enalteceu.

O mecanismo de defesa que Natalie desenvolveu foi simples; recusou todo e qualquer papel que contasse com cenas de beijos ou sexo, buscando interpretar personagens que fossem mais compatíveis com sua faixa etária, estralando seuxessos como ‘Marte Ataca’ e ‘Star Wars: Episódio 1 – A Ameaça Fantasma’.