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Sobre os muros de Osaka: o 'ninja' que assaltou 250 casas no Japão

Em 2017, após oito anos de procura, a polícia finalmente conseguiu capturar o Ninja de Heisei. Sua prisão, todavia, trouxe uma revelação inesperada que chocou o mundo

Pamela Malva Publicado em 29/10/2020, às 08h00

Imagem meramente ilustrativa da sombra de um ninja
Imagem meramente ilustrativa da sombra de um ninja - Divulgação

Roupas pretas, uma katana — a tradicional espada japonesa — e um gorro que deixa apenas os olhos de fora. Essa é a descrição mais comum que nos vem à mente quando pensamos nos furtivos e habilidosos ninjas, os agentes secretos do Japão Feudal.

Queridos pela cultura pop, os combatentes são conhecidos por sua agilidade, que os permite pular de telhado em telhado sem serem pegos. Silenciosos, os ninjas caminham na calada da noite e não levantam qualquer suspeita.

Essas eram as principais características que faziam do 'Ninja' de Heisei um alvo impossível de se capturar. Veloz e quieto, o criminoso roubou a cidade de Osaka durante oito anos, sendo pego apenas em 2017, após uma revelação impressionante.

Imagem meramente ilustrativa de um ninja / Crétido: Divulgação

 

Como fumaça

Os policiais de Osaka, no Japão, já não aguentavam mais correr atrás de uma pessoa que parecia desaparecer. Com o traje típico, o Ninja de Heisei era quase irrastreável, o que fazia com que seus mais de 250 roubos continassem impunes.

Estima-se que, durante oito anos de atividade criminosa, o homem tenha roubado cerca de US$ 260 mil (ou R$ 851 mil, na cotação da época). Esgueirando-se pela cidade durante a noite, ele era praticamente invisível.

Em outubro de 2017, no entanto, o criminoso que tinha um plano aparentemente infalível cometeu um erro que lhe custaria tudo. Graças ao próprio Ninja de Heisei, os policiais finalmente foram capazes de rastrear seus passos.

Imagem meramente ilustrativa de rua deserta / Crédito: Divulgação/Pixabay

 

Um pequeno deslize

Segundo as investigações, o ninja moderno sempre usava a mesma fantasia preta para assaltar as casas de suas vítimas. Bastante parecida com a tradicional, então, a roupa contava com um gorro que cobria seu rosto quase que por completo.

Durante um dos muitos roubos que cometeu, no entanto, o homem acabou tirando a máscara de ninja do rosto. Assim, a imagem do criminoso foi facilmente captada pelas câmeras de segurança da casa e ele foi identificado.

Com o assaltante em suas mãos, a polícia finalmente entendeu o motivo da demora para solucionar o caso. Acontece que, durante os oito anos em que procuraram pelo criminoso, os oficiais estavam atrás do perfil errado.

Imagem meramente ilustrativa de rua no Japão / Crédito: Divulgação/Pixabay

 

Homem diferente

Sempre que o criminoso era denunciado para a polícia, os oficiais recebiam descrições sobre o homem que subia em muros para fugir e parecia rápido demais para ser perseguido. Aquelas eram características de alguém que tinha um ótimo físico.

Com isso, não demorou até que os agentes japoneses definissem que, durante as investigações, procurariam por um assaltante jovem. O problema, entretanto, é que o invisível Ninja de Heisei era um senhor de 74 anos chamado Mitsuaki Tanigawa.

Tendo netos e uma vida comum, o idoso vivia seus dias normalmente pela manhã, mas saía em busca de casas que pudesse roubar à noite. Era assim que, com a ajuda da roupa preta, ele não erguia quaisquer suspeitas.

Imagem meramente ilustrativa de rua movimentada no Japão / Crédito: Divulgação/Pixabay

 

Sem muletas ou katanas

No final, ficou claro que, apesar da idade, o Ninja de Heisei era um homem com diversas habilidades. Segundo os investigadores, ele era bastante rápido e costumava pular muros sem demonstrar qualquer esforço para tal.

Mais tarde, após ser preso, o criminoso admitiu todos os roubos e afirmou que "se eu fosse mais jovem, eles não teriam me pegado". Uma vez na cadeia, o Ninja de Heisei anunciou sua "aposentadoria", já que estava velho demais para continuar.

A descoberta da verdadeira identidade do senhor de 74 foi um dos assuntos mais comentados na época, tendo estampado manchetes no mundo todo. Ninguém, ao final das contas, conseguia acreditar que um avô teria assaltado cerca de 250 residências.


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