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"Solitário na maior parte do tempo": os dias do Príncipe Charles na Instituição Gordonstoun

Essa fase da vida do príncipe de Gales foi retratada no seriado The Crown e gera diferentes discussões

Penélope Coelho Publicado em 12/11/2020, às 13h20

Elizabeth II e Charles, em 1949
Elizabeth II e Charles, em 1949 - Divulgação/Youtube/British Pathé

Prestes a estrear a quarta temporada no próximo domingo, 15, a série que aborda o reinado de Elizabeth II, The Crown, retrata algumas polêmicas em sua segunda temporada ao mostrar a infância do primogênito da rainha, Charles, e desde então, esse aspecto chamou a atenção dos telespectadores.

Na ocasião, a produção original Netflix mostra como foi à ida do menino pra a escola Gordonstoun, em Moray, na Escócia. No seriado, o pequeno Charles vai para esse colégio contra sua vontade e vive um período conturbado, mas, afinal de contas, como foi na vida real?

Período na Escócia

De acordo com a reportagem publicada na revista inglesa Radio Times, essa fase realmente não foi fácil para o príncipe de Gales. Seu pai, príncipe Philip tinha o desejo de que o menino seguisse seus passos, por isso, queria que o promogênito estudasse na escola onde ele havia se formado, Gordonstoun.

Contudo, esse não era o desejo de Charles, e nem mesmo de sua avó, a Rainha Mãe —que era muito ligada ao menino. Contudo, Philip venceu a discussão familiar e o garoto foi enviado para a escola remota longe de casa.

Aparentemente, Charles estava certo sobre sua negação em estudar em Gordonstoun, o local não se mostrou adequado para ele — que tinha interesse por arte e música, enquanto o colégio possuía um perfil bem mais atlético.

Fotografia de Gordonstoun / Crédito: Wikimedia commons

 

No instituto, todos os dias começavam com uma corrida, independentemente de como estava o clima. Logo em seguida, os alunos se preparavam para um banho gelado. Os estudantes dormiam em beliches e as janelas do quarto ficavam abertas o tempo todo, Charles não estava acostumado com nada disso.

Em entrevista ao Radio Times, ex-alunos que estudaram com o príncipe de Gales afirmaram que o menino era “terrivelmente solitário a maior parte do tempo”. Através de cartas escritas em 1963, Charles também relatou sua infelicidade:

“As pessoas em meu dormitório são desagradáveis. Meu Deus, eles são horríveis. Não sei como alguém pode ser tão asqueroso.” Em outra ocasião o menino escreveu para sua mãe: “Eu quase não durmo porque ronco e levo uma pancada na cabeça o tempo todo, é um inferno absoluto”.

Mesmo passando por esses percalços, o jovem continuou sua trajetória em Gordonstoun, e no local chegou até a se tornar monitor-chefe tirando notas boas em história e francês. Mesmo com as dificuldades do príncipe, a rainha e seu marido enviaram seus outros dois filhos Andrew e Edward para estudarem na mesma escola.

Polêmicas

Entretanto, parece que quem verdadeiramente não gostou da maneira como esse período da vida de Charles foi retratado em The Crown foi a própria rainha Elizabeth II. De acordo com uma reportagem publicada pelo jornal Daily Express, em 2017, a monarca decidiu assistir as primeiras temporadas do seriado, mas, não aprovou o ‘excesso de drama’ retratado na relação entre Charles e Philip, no período em que o menino estudava em Gordonstoun.

Pequeno Charles retratado em The Crown / Crédito: Divulgação/Netflix

 

“A Rainha está ciente de que muitos que assistem The Crown veem a série como um retrato fiel da Família Real e ela não pode mudar isso. Ela ficou particularmente irritada com uma cena em que Philip não demonstra simpatia por um irritado Charles, enquanto eles estão voando de volta da Escócia. Isso simplesmente não aconteceu”, revelou um representante de Elizabeth II, em entrevista ao Daily Express.

Contudo, quando foi sua vez de vivenciar a paternidade, Charles tentou ser mais próximos dos filhos do que foi de seu pai na adolescência, e, por isso, não enviou William e Harry para estudaram longe de casa.


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